Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 09/05/2019
Luta contra a ignorância
De acordo com o filósofo alemão Goethe, nada no mundo é mais assustador que a ignorância em ação. Mesmo no século 21, ela continua em alta, principalmente se tratando de minorias como o autismo. A forma como os autistas são vistos pela sociedade brasileira prejudica sua total integração a ela, seja pelo desconhecimento do transtorno psiquiátrico, seja pelo preconceito social, contribuindo assim para a persistência dessa problemática.
Em primeira análise, cabe pontuar que a maioria das pessoas não tem o conhecimento necessário sobre o transtorno, causando diversas confusões entre as definições. Por estarem acostumadas com a definição da forma mais grave do autismo, elas tendem a associar qualquer tipo de variação do transtorno como retardo mental, que consiste em um desenvolvimento mental abaixo do normal. Então, costumam vincula-lo a falta de intelecto, quando na verdade muitos autistas possuem uma inteligência bastante superior à média.
Além disso – atrelado ao desconhecimento – vem o preconceito. Preconceito esse que começa na escola, muitas vezes em forma de bullying. Os indivíduos não sabem lidar com pessoas autistas e, o termo “autista” acaba sendo usado de forma pejorativa, às vezes até como xingamento. O descaso do estado também ajuda com que esse pré-julgamento seja difundido, afinal, pessoas com autismo não estão presentes no censo demográfico brasileiro, fazendo com que esses – estatisticamente falando – não existam em território nacional.
Logo, é possível perceber as dificuldades que – desde a infância – as pessoas autistas passam. Sendo assim, é necessário que o Governo Federal, juntamente com ONGs especializadas, promova políticas públicas de inclusão dos autistas na sociedade através de atendimento com médicos especializados nesse transtorno a fim de que esse seja averiguado, facilitando assim, a comunicação e a capacidade de aprendizado dos portadores. Outrossim, a escola tem o papel fundamental de possuir profissionais qualificados que saibam identificar crianças autistas, ajuda-las a se integrar e mostrar para as outras crianças que não há nada de errado em ser diferente, pois segundo a escritora norte-americana Hellen Keller, o resultado mais sublime da educação é a tolerância. Assim, a ignorância caminhará em direção ao abismo, até ser erradicada.