Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/05/2019
Na obra literária “Extraordinário”, de RJ Palacio, um garoto sofre repetidamente ofensas de alguns colegas, por apresentar uma síndrome que deformou seu rosto. No entanto, fora dos livros, o preconceito com as diferenças continua presente neste país, como na falta de inclusão de pessoas com autismo nas escolas, nos trabalhos, ou seja, no país inteiro, logo, qualquer pessoa pode ser sofrer com este tipo de ataque. Dessa forma, percebe-se que é algo prejudicial, que é motivado seja pela falta de diálogo familiar, seja pela omissão do Poder Público diante das leis.
Inicialmente, é indubitável que a falta de diálogo familiar está entre as causas da problemática. De acordo com o filósofo iluminista John Locke, o ser humano é uma tábula rasa, ou seja, vai construindo seu caráter ao longo da socialização. Destarte, depreende-se que a falta de conversas é prejudicial, pois muitas crianças e até mesmo adultos não conseguem lidar e conviver com as diferenças e marginalizam as pessoas com autismo, por exemplo, pois não receberam a instrução e/ou educação necessária desde sua formação na infância, já que segundo dados do IBGE, cerca de 70% das pessoas que não incluem os autistas não possuem ou possuiam relação de conversação aberta com os pais e responsáveis. Dessa maneira, é nocivo a família não participar ativamente da rotina dos filhos, seja qualquer o motivo.
Além disso, toma-se a omissão do Estado em fiscalizar a lei como impulsionadora do impasse. Conforme dados do jornal “O Globo”, o Poder Público investe menos de 5% das verbas na fiscalização da lei que assegura a inclusão dos autistas nos ambientes, como a escola.. Sendo assim, faltam projetos que atuem como ação social, visando o combate e a prevenção do imbróglio, em qualquer uma das áreas que ocorre, pois os autistas têm sua doença prejudicada pela falta de interação social com os outros, a instituição escolar é muito importante no desenvolvimento das crianças com autismo. Em síntese, é inadmissível que essa atitude egoísta e mal intensionada persista no Brasil, mesmo existindo um código que ampare as vítimas e instrua os agressores.
Portanto, diante do exposto, nota-se que o problema requer medidas efetivas para ser amenizado. Assim, o Ministério da Educação deve implementar campanhas que reúnam pais, crianças, jovens e adultos, por meio de apresentações e palestras nas escolas, praças e trabalhos com materiais e discussões sobre os prejuízos da falta de sociabilização dos autistas e a importância da inclusão destes, aumentando os subsídios que aplica nessas ações sociais e no controle do cumprimento das leis, como forma de extinguir o problema e orientar as pessoas da forma correta . Espera-se, com isso, assegurar a transformação do Brasil em uma sociedade justa e igualitária.