Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/05/2019
O filme “Temple Grandin”, de 2010, conta a história de uma jovem autista que, com seu esforço e apoio familiar, se tornou uma brilhante cientista. Esta poderia ser a realidade dos 2 milhões de autistas brasileiros, entretanto, o preconceito e a inadaptação das escolas, são obstáculos para uma vida melhor aos portadores do transtorno.
Em primeiro lugar, é necessário compreender como a ignorância dificulta a aceitação do autismo no Brasil. O famoso físico, Albert Einstein, acreditava ser “mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, ou seja, há uma grande resistência em respeitar as diversidades, ainda mais imerso na desinformação, mesmo estas sendo tão corriqueiras. Logo, percebe-se que a intolerância sobre esta deficiência ignora, não só a lei, mas a máxima de Clarice Lispector: “E se me achar esquisita, respeite também”.
Além disso, precisa-se acabar com o equívoco de que o aluno deve adaptar-se a escola e não o contrário. Na Constituição Federal Brasileira, a lei 12764 diz que o Transtorno de Espectro Autista, TEA, deve ser considerado uma deficiência, portanto, parte das políticas públicas de inclusão, como exemplo, do acesso a educação regular. Entretanto, o despreparo dos professores e da infraestrutura oferecida inviabilizam que isso ocorra, impossibilitando que o autista tenha a devida inserção social.
Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para que se promova a aceitação ao diferente, é importante que as escolas e a mídia, em parceria, promovam dinâmicas, propagandas, aulas e desenhos animados com a finalidade de mostrar, desde a infância, que a diferença, especial a dos autistas, é comum e merece respeito. Ademais, é preciso que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Infraestrutura, através da inclusão de matérias na matriz curricular dos pedagogos e da melhoria nas escolas públicas brasileiras, aprimore o ambiente escolar para se incluir os portadores de TEA no ensino regular e, consequentemente, os prepararem para a vida adulta.