Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 21/06/2019

Ao fazer uma análise da sociedade brasileira, fica evidente que, embora Aristóteles afirme que o homem é um ser social, a existência de questões impede a efetiva socialização de pessoas com autismo. Nesse contexto, ressalta-se que, em nosso dias, tópicos como a falta de informação e a estruturação da sociedade devem ser enfrentados de maneira mais organizada para que que os indivíduos presentes no espectro autista possam ser inseridos de maneira legítima no meio social.

Em primeira análise, vale pontuar que a escassez de conhecimento sobro o transtorno de neurodesenvolvimento  exerce influência sobre a exclusão social de autistas. Assim, julga-se que, ainda que Bourdieu considere a família como o primeiro meio de socialização do indivíduo, ela nem sempre está munida com informações que possibilitem a busca pelo diagnóstico adequado. Levando em consideração esse aspecto, acredita-se que a falta de ciência da família sobre o autismo viabiliza o diagnóstico tardio causando, consequentemente, a primeira falha na socialização inade do indivíduo.

Outrossim, também é notório ressaltar que a sociedade brasileira tende a marginalizar pessoas que não se encontram no padrão. É visto que consoante Gilberto Freyre, a miscigenação dos povos faria com que o Brasil fosse mais tolerante. Entretanto, nota-se que ao não fornecer recursos como escolas inclusivas ou eté mesmo o tratamento adequado, o Estado não só marginaliza o indivíduo, mas como também favorece a manutenção do preconceito. Com isso, salienta-se que a não socialização do cidadão está atrelada a negação de seus direitos pelo Estado e a manutenção de preconceitos.

Torna-se indubitável, portanto, a necessidade de solucionar a problemática em voga. Dessa forma, cabe às ONG’s o papel de munir a família com conhecimento, através da formação de grupos de apoio nas comunidades para que ocorra discussão do tema com profissionais capacitados, além da promoção de campanhas midiáticas que disseminem informação sobre possíveis sinais que indivíduos com autismo apresentam, afim de que munidos com informação, a família possa integrar o indivíduo à sociedade de forma adequada. Ademais, o Estado deve fornecer tratamento adequado aos autsitas, através do fornecimento de acompanhamento escolar gratuito, consultas com psicólogos entre etc, cabe ao Estado o dever de fornecer recursos adequados para que os autistas possam receber tratamento efetivo por meio de acompanhamento escolar gratuito, consultas com psicólogos e psiquiátras entre outros, a fim de que com o devido tratamento, o cidadão possa ser devidamente socializado e não mais marginalizado. Com tais medidas, o fato será amenizado.