Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 29/06/2019
Inclusão de autistas no Brasil
Atypical, uma série da Netflix, mostra a vida de um jovem autista que procura independência. Embora seja uma obra de ficção, retrata os desafios enfrentados pelos portadores da síndrome e os preconceitos constantes da sociedade, que se intensifica a cada dia no Brasil com a dificuldade de inclusão.
Para Thais Frota, se o lugar não permitir acesso a todas as pessoas, esse lugar é deficiente. De acordo com a ONU, existem 2 milhões de brasileiros com autismo, porém, apenas 488 estão matriculados no ensino superior, segundo o G1. Para o ensino básico, o número de matriculados cai pela metade e as causas principais são da falta de preparamento dos profissionais da educação e o bullying, que ainda existe em pleno século XXI.
Além da área da educação, existem divergências na área da saúde, como o projeto dos “antivacinas”, por exemplo, dizendo que seus filhos terão autismo se forem vacinados, contribuindo assim, com o preconceito e exclusão dos autistas. Além disso, ainda há dificuldades de identificar a síndrome por exame genético, segundo a OMS.
O autismo afeta a comunicação, gera timidez, mas não gera risco à sociedade, portanto, para realizar a inclusão de portadores de autismo , faz-se necessário realizar-se projetos de aprendizagem, inicialmente, nas áreas da educação e da saúde, realizadas pelo Governo Federal e pela TEA, um dos principais órgãos de saúde autista, para ajudar na inclusão. Além disso, que a OMS colabore com pesquisas das universidades para identificar o autismo por meio de exames genéticos, e assim, ajudar as famílias a começarem o tratamento mais cedo. Por fim, que a Mídia amplie, por meio de campanhas e propagandas na internet, a ONG Fundação Bradesco, que ajuda na inclusão por meio da educação, e desconstruindo-se os preconceitos, pois, para Paulo Freire, a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades.