Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 08/05/2019

No ano de 2005 na Amamzônia, uma india chamada Muwaji fugiu de sua aldeia para impedir que sua filha fosse sacrificada por ter nascido com paralisia cerebral. Embora comum nas tribos indígenas, tal barbaridade não ocorre nos povos civilizados, mas, por outro lado, há grandes dificuldades em garantir aos deficientes - o autista- direitos como o acesso à educação em decorrência do preconceito existente na sociedade e do despreparo das escolas para um inclusão efetiva. Segundo Albert Einstein, é mais dificil quebrar um preconceito do que um átomo, ou seja, o preconceito por parte da população estigmatizando o autista como um ser incapaz de aprender e até mesmo de se relacionar em sociedade necessita mais do que um “acelerador de particulas” para ser quebrado, necessita de um trabalho a longo prazo para uma conscientização de que o autista é sim capaz de viver e aprender com a devida atenção e carinho. O número de crianças com necessidades especiais tem aumentando consideravelmente nas salas de aulas regulares, mas não há um profundo questionamento a respeito das suas condições e do preparo das instituições para recebê-las.O grande sucesso da inclusão depende de uma simbiose entre a escola e o aluno. A escola deve oferecer profissionais preparados para auxiliar e proporcionar a integração desses estudantes nas classes comuns, bem como espaços apropriados e materiais didáticos próprios. Diante disso, para que o autista e demais pessoas com necessidades especiais consigam acesso pleno ao sistema educacional, é preciso que o Ministério da Educação em parceria com o Governo Federal ofereça apoio técnico e finaceiro para que o atendimento especializado se torne presente em toda rede pública de ensino. Oferecendo cursos de capacitação para os professores e para toda a equipe escolar. Em adição, o Estado deve criar propagandas institucionais, esclarecendo à população o que é o autismo e como deve ser tratada uma criança austista. Dessa forma, será possível minimizar o preconceito que atualmente tem provocado o “assassinato” dos Direitos educacionais nas “tribos” urbanas.