Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 05/04/2019
No livro Extraordinário, de R.J. Palacio, é retratada a história de um menino, que, sendo diferente dos demais, enfrenta grandes obstáculos para se inserir em um grupo. Do mesmo modo, no Brasil, a luta pela inserção da pessoa diagnosticada com autismo na sociedade é um grande desafio. Diante desta perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem essa situação.
Em primeira análise, as escolas não têm a infraestrutura para amparar essas pessoas. Isso se deve ao fato de que os requisitos para a formação de professores, em especial, os da educação infantil, não são tão valorizados. O professor deve saber seu conteúdo, ser psicólogo, terapeuta e, além disso, saber o suficiente de medicina para acompanhar e ensinar o básico às crianças com deficiências. Nada disso pode ser obtido em universidades que visam simplemente a lucratividade no lugar das capacidades intelectuais dos estudates.
Ademais, o pouco conhecimento acerca desse transtorno é outro fator preponderante. Mesmo sendo mais comum que o câncer, AIDS e diabetes em crianças, segundo o Ministério da Saúde, pouco se sabe a respeito do espectro autista. Assim, em algumas famílias ou escolas, ao perceberem que a criança não se comunica ou tem algum comportameto agressivo acabam o ignorando, e culpando os pequenos por algo que eles não controlam. Dessa forma, o tratamento precoce acaba sendo prejudicado, dificultando ainda mais a inclusão desse indivíduo.
Torna-se claro, portanto, que existem várias dificuldades na socialização dos autistas. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação elaborar provas objetivas voltadas para as áreas da educação, por meio de concursos de vestibular, visando a melhor qualificação dos proficionais. Outrossim, a mídia deve tratar desse assunto, por meio de propagandas e entrevistas com autistas e seus familiares, no intúito de quebrar os tabus acerca do autismo. Assim, a população brasileira perceberá que, como no livro citado anteriormente, não se deve julgar um menino pelo rosto.