Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/04/2019
No filme “tudo que quero”, a atriz Dakota Fanning interpreta a personagem Wendy, uma jovem que apesar do autismo, supera todos os obstáculos para realizar o seu sonho. Diferente do que é visto nas telas, no Brasil a inclusão dos autistas na sociedade é um grande desafio, relacionando-se a não aceitação dos pais em terem filhos autistas, e a falta de estrutura nas escolas brasileiras para receber os mesmos.
Primeiramente, é notável que os pais não aceitam ouvir que seus filhos têm um problema, que neste caso é o autismo. Eles não admitem tal questão e por consequência demoram a pedir ajuda de profissionais especializados. Esta atitude faz com que a criança perca um tempo precioso e que a melhora clínica seja empurrada e postergada piorando o diagnóstico de boa funcionalidade desta criança. Estudos vem mostrando que o TEA - Transtorno do Espectro Autista, pode gerar nos pais da criança sentimentos de baixa autoestima, culpa, estresse conjugal, entre outros.
Vale salientar também, que estas crianças não são inclusas, principalmente no ambiente escolar, por não ter uma boa estrutura acolhedora voltada a crianças especiais. Uma pesquisa feita em 13 centros de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil - CAPS- no Rio de Janeiro revelou que 48% dos autistas de 4 à 17 anos estão fora das salas de aula. Ademais, de acordo com a USP, há mais usuários dos CAPS em escolas especiais do que em regulares.
Com o intuito de amenizar essa problemática, o Ministério da Educação deve aumentar as ofertas de políticas públicas, para incluir estas crianças na sociedade, por meio de salas AEE- Atendimento Educacional Especializado. Além disso, o Governo Federal pode criar nos ambientes públicos como hospitais, escolas, campanhas voltadas à inclusão da pessoa autista, e mostrar aos pais e a sociedade a importância que eles têm no processo de inclusão dos filhos autistas.