Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 28/03/2019
A Constituição Federal de1988, em seu artigo 27, assegura educação inclusiva de qualidade. O que se vê, no entanto, são inúmeras minorias em situação de exclusão, inclusive pessoas portadoras de autismo. Por meio dessa ótica, importa estabelecer um debate capaz de reconhecer a ineficácia das politicas publicas, assim como as negativas sociais como fatores que prejudicam a inclusão escolar desses indivíduos.
Cabe pontuar de início, o quanto o Estado se mostra ausente em relação ao assunto. O ambiente escolar é um local de múltiplas vivências, sendo fundamental para o desenvolvimento da criança em diversos aspectos - comunicação socialização. Por esse motivo, espera-se que as ações inclusivas sejam adotadas e implantadas, porém o Governo tem optado por ações pontuais e paliativas - como a falta de profissionais capacitados. Assim, o poder público acaba por fortalecer a mazela social em questão.
Outro ponto relevante nessa temática, é a discriminação. Durante o século XIX, surgiu o conceito científico denominado determinismo biológico, o qual legetima o preconceito a partir de um fator biológico. Nesse sentido, ao analisar o comportamento da sociedade, percebe-se uma indiferença quanto aos autistas. A desinformação e o desconhecimento sobre o assunto exemplificam algumas das causas que levam ao quadro de exclusão e invisibilidade social.
Urge, portanto, que o poder público tome medidas necessárias em relação a problemática. Imediatamente, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, deve promover a criação de centros de apoio, tal como a AMA - Associação de Amigos do Autista-, além da capacitação de profissionais - através de cursos gratuitos -, para que as crianças autistas tenham o mínimo de cuidados que necessitam, no ambiente escolar. Dessa forma, será possível ter uma educação de qualidade para todos, assim como está previsto na Constituição.