Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 19/03/2019

Inclusão dos autistas

A inclusão em geral, é um tema muito discutido ultimamente, mas é preciso aprofundar a discussão sobre. A inclusão dos autistas é um tópico que tem menos visibilidade do que a dos surdos, por exemplo. É um ponto que se discute menos. Por isso, é de fundamental importância debater sobre a situação dos autistas. Eles são constantemente excluídos por vários motivos, entre eles a falta de conhecimento das pessoas sobre o assunto, o que causa pensamentos errados sobre os deficientes, como por exemplo, que eles são menos capacitados do que pessoas sem o transtorno.

Como supracitado, os autistas são excluídos e tem menos oportunidades do que pessoas que não tem a deficiência. Argumentos como “ele não é capacitado” são usados para justificar essa exclusão, o que é muito triste. O significado de autismo segundo médicos é, “transtorno de desenvolvimento que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir”, não é citado em nenhum momento que eles são menos capacitados ou menos “inteligentes” que pessoas sem o transtorno, o que faz a justificativa supramencionada ser nula. Pensamentos como esse se devem ao fato da população ter pouco conhecimento sobre o autismo.

A inclusão dos autistas é vital tanto em ambientes de trabalho, quanto nos escolares, pois é um direito deles ter as mesmas oportunidades escolares e trabalhistas que outras pessoas. É importante ressaltar que existem apenas no Brasil, mais de 22 milhões de casos diagnosticados (segundo página sobre o assunto), o que revela que o autismo é mais comum do que doenças populares como a AIDs ou o diabetes. Isso significa que se a inclusão não acontecer, o Brasil estará excluindo mais de 22 milhões de pessoas, o que obviamente não é nada bom.

Para que a sociedade brasileira acolha os portadores da síndrome de maneira correta, é preciso que o estudo sobre o transtorno seja incentivado, por meio de campanhas feitas através de redes sociais (o que faz com que a informação atinja um público maior) de escolas, do governo e de empresas. É de estrema importância, que os pais ou responsáveis pelo portador do distúrbio iniciem um tratamento adequado, que envolve fonoaudióloga, psicoterapeuta, psicóloga, terapeuta ocupacional e professora especializada, assim que diagnosticado para que o desenvolvimento do indivíduo seja mais eficiente em um período menor de tempo.

Saber como tratar um autista é uma questão de respeito, afinal de contas eles são seres humanos assim como todas as outras pessoas do Brasil e do mundo!