Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 18/03/2019

Azul é a cor do amor?

Conforme os princípios de Paulo Freire, a inclusão só seria aprendida com as diferenças e não igualdades, contudo, a sociedade é extremamente conservadora com as desigualdades encontradas, como o caso dos autistas. As dificuldades enfrentadas são geradas pela falta de empatia da população e não inclusão nas políticas públicas básicas.

Analogamente, o conhecimento sobre a doença é ainda muito restrito, visto que foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde somente há 25 anos, tendo pesquisas e métodos ainda muito limitados, tendo poucas pessoas sendo diagnosticados por ser um recurso muito caro, para controle e diagnóstico. Em contrapartida, de acordo com a OMS, há no Brasil 2 milhões de brasileiros identificados, com uma média de uma pessoa a cada 160, número que ultrapassa os índices de câncer e AIDS. Mesmo com uma alta quantidade, existem indivíduos não diagnosticados por negligência parental e ausência de condição financeira, fazendo com que os pacientes sofram fortemente sem compreensão do motivo.

Outrossim, a falta de empatia é um forte motivo para que a normalização de convivência com autistas seja alcançada, O preconceito por conta de atitudes intrínsecas dos portadores, como exacerbadas reações por conta do barulho ou contato, são justificativas para comentários maldosos, rejeição social e nomenclaturas como “pessoas anormais”. A exemplificação de tal situação deve-se ao caso de que os direitos dessa classe somente foi implementados na legislação em 2012, mostrando a falta de preocupação. Além disso, mesmo sendo dever escolar adequar-se e efetivar a inclusão do aluno, a maioria das instituições educacionais não apresentam nenhum profissional especializado ou até mesmo não aceitam a introdução, como ocorre no ramo laboral, dificultando a participação social.

Indubitavelmente, medidas são necessárias para que a inclusão aconteça. Desta forma, a mídia, principalmente redes sociais, deveria proporcionar campanhas e palestras de conscientização sobre o autismo, como algumas características em relação ao diagnóstico, tratamentos e direitos, visando o conhecimento a respeito dessa doença que afeta tantos indivíduos. De maneira idêntica, o Ministério da Saúde e Educação, deve incluir na saúde pública e convênios o atendimento para os autistas, juntamente de exames para identificar casos. Além disso, deve haver a criação de matéria especializadas na educação especial nos cursos de rumo educador, facilitando assim a disponibilidade de profissionais, colaborando para a melhor convivência e participação dos autistas na sociedade.