Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 12/03/2019

A série Atípico, estreada pela Netflix, relata os desafios e problemas que rodeiam um jovem portador de autismo em sua fase mais confusa: a adolescência. Paralelamente a isso, no Brasil hodierno, duas problemáticas são observadas: há limites para inclusão de pessoas com autismo? Como um profissional da educação pode ajudar uma criança portadora dessa síndrome? Destarte, ao configurar-se como questões comprometedoras do bem-estar físico e social, medidas são necessárias.       Numa primeira análise, torna-se justo compreender a análise consoante um viés científico. Segundo o neuropediatra Salomão Schwartzman, um autista é incapaz de socializar-se em classe, tornando, assim, um desafio maior para enquadrá-lo em um meio social. Em contrapartida, no Brasil, não existem estabelecimentos designados a autistas, ou seja, o autista já é um indivíduo enquadrado na sociedade, logo, a escola, por exemplo, tem como dever acolhê-lo e oferecer uma educação qualitativa. Vale salientar que educação qualitativa é diferente daquela ofertada aos indivíduos não portadores. Essa inclusão deve ser feita de forma assistida por profissionais qualificados, como, por exemplo, pediatras, e pedagogos.

Numa segunda análise, problemática deve ser abordada de forma social, pois, em regra geral, todas as crianças altistas enfrentam barreiras, no tocante ao “pertencimento” em sociedade. Diante disso, nos últimos anos, surgiu uma projeto que lei que altera a Lei de Diretrizes e Bases, tornando obrigatório o ensino de música, artes plásticas e cênicas, que possibilitará um enorme avanço para os altistas, tornando mais palpável uma interação com os demais, e, por conseguinte, uma diminuição significante dessa lacuna social imposta. Segundo o patrono da educação, Paulo Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Essa frase, no contexto que foi inserida, faz total sentido, pois são levadas em conta as parcelas “desfavorecidas do meio social”, que, no caso, são os altistas. Assim, para eles, a educação é a única forma de entendimento da situação de oprimidos, para, assim, agirem a favor da própria libertação.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas por atores sociais. O Ministério da Educação e Cultura deve possibilitar uma presença com maior frequência de psicopedagogos nas escolas, a fim de ofertar terapias comportamentais qualitativas e quantitativas e diálogos construtivos e saudáveis com os altistas, atrelando isso à prática de exercícios lúdicos, como: dança, teatro e jogos de tabuleiro instruídas por profissionais capacitados, para os portadores da síndrome estarem, a todo tempo, enquadrados no meio social.