Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 19/03/2019
O autismo não é o inimigo. O inimigo é o preconceito.
A inclusão social é um dos assuntos mais comentados no Brasil ultimamente. Inclusão dos deficientes visuais, auditivos, físicos, mas dificilmente aparecem comentários sobre as pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). Visto por muitos como um tabu, o autismo ainda enfrenta diversos problemas como a falta de informação sobre o transtorno e a errônea compreensão do que seria incluir essas pessoas, problemas esses que impedem a população de compreender e conviver de forma igualitária e harmônica com um autista, melhorando a qualidade de vida de cerca de 2 milhões de brasileiros.
Um dos erros cometidos pelo governo é acreditar que a criação de instituições especiais para crianças com autismo é uma solução. Jessica Del Carmen Perez disse que: “As crianças especiais, assim como as aves, são diferentes em seus vôos. Todas, no entanto, são iguais em seu direito de voar”; separá-los de outras crianças apenas aumenta a segregação, o mais adequado seria que jovens com TEA pudessem crescer ,estudar e interagir com outras crianças que não possuem o transtorno, fazendo com que a inclusão realmente ocorresse e futuros problemas com discriminação sejam evitados.
De acordo com uma pesquisa feita pela USP, Universidade de São Paulo, a síndrome do autismo foi apenas em 1993, mesmo com o grande número de pessoas autistas, adicionada a Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. Tal demora contribuiu para falta de informação que a sociedade possui sobre a síndrome, gerando, em muitos casos, o preconceito com pessoas que sofrem de TEA.
Para que os desafios para a inclusão de pessoas com autismo no Brasil sejam superados é preciso que o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação forneçam cursos para que qualquer professor em qualquer escola seja capaz de ensinar um aluno com TEA, para que essas crianças sejam capazes de interagir e crescer com outras crianças que não possuem o transtorno para que a inclusão ocorra desde a infância. Também é necessário que o poder público de cada município realize debates e palestras conscientizadoras com a presença de psicólogos para a tirar dúvidas e orientar a população para que acabe a discriminação e exclusão da população autista e melhorar a sua interação como cidadãos.