Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 11/03/2019

A extraordinária inclusão

No livro “Extraordinário”, de RJ Palácio, o protagonista enfrenta problemas de socialização gerados por sua deficiência facial. Fora das páginas, o Brasil hodierno também enfrenta problemas no que concerne à socialização de pessoas com deficiência, como os portadores do TEA (Transtorno do Espectro Autista). Diante disso, esses indivíduos especiais são acometidos não apenas pelo transtorno psicossocial, mas também pelo descaso de políticas públicas bem como o preconceito de grande parcela da sociedade no tocante à causa autista.

Em primeiro lugar, o TEA só foi incorporado como doença à Organização Mundial da Saúde no final do século XX , fator tardio que dificulta seu diagnóstico e intensifica as intempéries que premiam o transtorno. Diante disso , a terapia de inclusão é a melhor solução para a maioria dos casos de autismo existentes, todavia o despreparo dos profissionais da educação para receber esses indivíduos, concomitante à infraestrutura deficitária na maioria das escola públicas, dificulta a inclusão desses jovens já na socialização primária.

Além disso, segundo o psiquiatra Maslow, em seu estudo da hierarquia de necessidades, não se pode esperar a auto-realização do ser humano se não lhe for guarnecido uma boa socialização. Dessa forma, a desinformação quanto a essa doença pela maioria da população civil agrava ainda mais o panorama da inclusão social para autistas e, consequentemente, dificulta sua auto-realização perante à sociedade que os permeia.

Destarte, parafraseando João Cabral de Melo Neto, é necessário que pessoas conscientes da difícil situação dos autistas deem o primeiro grito para tecer um mundo melhor à essa população. Para tanto, é mister que o Ministério da Educação forneça cursos capacitantes à profissionais da educação que visem uma melhor abordagem aos portadores dessa doença. Ademais, é indispensável que estudantes da área da saúde divulguem nas redes sociais informações sobre o Transtorno e como lidar com ele, para que, dessa forma, possa-se nutrir esperanças de um mundo mais extraordinário para com essa população.