Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/03/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa as dificuldades de inclusão com pessoas com espectro autismo no país. Verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e à problemática persiste intrisecamente a ralidade do país. Com isso, surge a problemática da inclusão com pessoas com autismo, seja pela insuficiência de estruturas especializadas no acompanhamento desse público, bem como o preconceito.
A infraestrutura escolar é o fator principal para as crianças que sofrem com o espectro autismo. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui uma infraestrutura de suporte eficiente para os portadores de espectro autismo. Contudo, à realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletida na inclusão social de pessoas com autismo. Segundo o UOL, mais de 2 milhões de brasileiros tem autismo. Diante do exposto, à falta de infraestrutura nas escolas brasileiras vai contra á lei Berenice Piana, que diz que: que todos os portadores com espectro autismo possui à educação e ao ensino profissionalizante.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o preconceito da sociedade que ainda é agente ativo na segregação dos autistas frente à sociedade. Um exemplo disso é a difícil inclusão dos autistas na escola devido a intolerância inerente à sociedade brasileira. De acordo com Martin Luther King Jr, não é possível ser a favor da justiça para algumas pessoas e não ser a favor da justiça para todos. Diante de tal contexto, mudança nos valores da sociedade é imprescindível para transpor as barreiras à inclusão dos autistas.
Portanto, medidas são necessárias para combater efetivamente esse crime. O Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve inserir pessoas com autismo nas escolas, através da admissão de professoras auxiliares e projetos sociais, como à Associação de Amigos do Autista (AMA), com o propósito de efetivar a inclusão social dos autistas, considerando que a escola é a arma do Estado. Logo, é dever do estado criar um projeto de conscientização para ser desenvolvido nas escolas, a qual promova palestras sobre o espectro autismo, a fim de ensinar as crianças e adolescentes a importância de conhecer e respeitar as pessoas com autismo. Dessa forma, o Brasil poderia superar à inclusão dos autistas. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições educacionais e socias desse grupo.