Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/03/2019

O autismo é uma disfunção do desenvolvimento humano que denota em dificuldades de socialização, comunicação e de utilização da imaginação, esse distúrbio pode variar desde casos mais graves a ocorrências mais brandas. Uma pesquisa feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, apontou que 1 a cada 59 crianças incluem-se no Transtorno de Espectro Autista (TEA). Mesmo com todo apoio tecnológico e informativo existente hodiernamente, existe um déficit na busca de informações sobre o assunto em questão, no qual consequentemente gera um preconceito tanto em sociedade quanto na família em que indivíduos com o transtorno estão inseridas, o que torna a inclusão de pessoas com autismo no Brasil um desafio cada vez maior. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

Na Roma Antiga, nobres e plebeus tinham permissão para matar os filhos que nasciam com algum tipo de deficiência, esse fato ocorria pela falta de entendimento e aceitação dos pais sobre tal questão. Pais de crianças com autismo, muita das vezes, tem dificuldades em compreende-los e aceita-los, assim retardam o tratamento para esse problema. A inclusão familiar é de suma importância, visto que é a base para o desenvolvimento sadio do individuo com esse distúrbio, em razão dos autistas não conseguirem individualmente buscar seus direitos como cidadãos, uma vez que a Constituição de 1988 garante direitos iguais a todos perante a lei.

Outrossim, a carência da inserção dos autistas em sociedade, principalmente pelas escola,  é uma fator que interfere diretamente na intolerância existente, em virtude de a socialização ser um dos principais problemas enfrentados por pessoas com esse distúrbio, também gerando a ausência de informação por a falta de sociabilização entre indivíduos com o transtorno junto aos sem o transtorno. Em 18 de Dezembro de 2007, foi estipulado pela Organização das Nações Unidas (ONU) o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2 de Abril com o intuito de suprir as necessidades de informação sobre essa deficiência e assim auxiliar a inclusão em sociedade.

Dado isso, é essencial que haja uma mentalização sobre o autismo e de como essas pessoas devem ser enquadradas e tratadas em meio social, principalmente em ambiente escolar. Para a resolução desta problemática o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos e médicos, que  informem sobre o autismo e discutam métodos para inclusão destas pessoas no Brasil, para que haja uma compreensão maior sobre o assunto e no futuro indivíduos com Transtorno de Espectro Autista (TEA) sejam entendidos, tratados e principalmente inseridos de forma igualitária, e assim o preconceito sobre essa deficiência seja erradicado.