Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 09/02/2019
Muitos sabem que o jogador de futebol Lionel Messi, do Barcelona, é um dos melhores jogadores do mundo. Porém, a maioria das pessoas desconhecem que Messi possui a síndrome do autismo. Saindo do universo do futebol e adentrando a realidade brasileira, percebe-se que muitos portadores da deficiência sofrem com a tentativa de se incluir na sociedade. Apesar de haver leis, a inclusão de autistas no ambiente escolar tem sido um desafio. Os programas de conscientização da população para essa causa também é um grande problema que o Brasil vem enfrentando.
No que tange a educação infantil, ponto muito defendido pelo filósofo Platão, ela torna-se um fator muito importante na formação de um cidadão, e não seria diferente para àqueles que possuem a síndrome do autismo. Apesar de que algumas leis brasileiras, como a Lei 12.764, exigem que as escolas aceitem alunos com esse tipo de deficiência, eles não são totalmente incluídos. A inclusão transpassa a matrícula, prezando também a inserção dessas crianças nas interações sociais, o que não vem acontecendo, pois esses alunos especiais não conseguem se interagir com as outras crianças, e não recebem o apoio necessário, como o de um tutor e dos demais profissionais, para o seu processo de aprendizagem.
Além disso, as leis de inclusão para pessoas autistas preveem a conscientização e campanhas para que essas pessoas ganhem mais visibilidade e consigam se inserir na sociedade, sendo necessário porque a população de autistas no Brasil, em 2017, beirava os 2 milhões segundo as estatísticas. Entretanto, essa divulgação acontece de uma maneira falha, pois não alcança um número significativo de pessoas. Isso, sem contar que, a maioria só acontece no dia 02 de abril: Dia Mundial da Conscientização do Autismo, quando na verdade a ideia deveria ser frisada o ano inteiro.
Levando-se em consideração a dificuldade que os autistas tem de se inserir na sociedade e a fragilidade da lei, o Ministério da Justiça deve incentivar fiscalizações nas escolas, para constar se nelas realmente há a atuação de um profissional adequado para acompanhar a vida escolar de crianças com autismo. E cabe também ao Ministério da Educação incentivar as escolas a trabalharem a importância da inclusão, dentro das salas de aula. Além disso, celebridades com o poder de influência, tais como o Messi, podem participar de campanhas que trazem representatividade para as pessoas autistas e a conscientização para os demais indivíduos. Dessa forma, haverá iguais oportunidades para todos, abrindo portas para uma sociedade mais justa e igualitária.