Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 08/02/2019
Tolerância é resultado da educação
No período do fim da Primeira Guerra Mundial, o regime fascista ascendeu na Itália e ele era caracterizado por disseminar pelo mundo a superioridade ariana pura e, consequentemente, excluir ou até exterminar todos que fugissem desse padrão, incluindo pessoas com deficiência. Hodiernamente, ainda é um desafio a inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Portanto, esse desafio deve ser superado a fim de que se tenha uma sociedade mais justa e integrada para todos.
Em primeiro lugar, a ação governamental é uma das principais causas da sociedade brasileira ainda ser um ambiente inóspito para autistas. Por mais que a legislação garanta o ensino inclusivo, a maioria das escolas não possuem uma estrutura para receber esses alunos, já que não se fazem presentes profissionais qualificados para os acompanhar nesse ambiente escolar e nem professores aptos para trabalhar didaticamente de forma que o aprendizado chegue para todos os deficientes e não deficientes. O próprio presidente da Associação Brasileira para Ação dos Direitos das Pessoas com Autismo (ABRAÇA), Alexandre Mupurung, falou que: “A inclusão começa com a chegada desse aluno à escola, mas é preciso também garantir sua permanência e aprendizagem”.
Faz-se mister, ainda, salientar o preconceito em relação ao transtorno de espectro autista, presente na sociedade, como um dos propulsores do problema. Esse preconceito provém, principalmente, da ignorância constante da população sobre o assunto, que acabam afastando pessoas com esse transtorno e não as aceitando em meios sociais, ou até mesmo as julgando menos aptas que outras para trabalhar em certas áreas do mercado de trabalho. Já dizia o escritor inglês, William Hazlitt, que o preconceito é filho da ignorância, e no caso dos autistas essa ignorância interfere diretamente em como as pessoas à sua volta os marginaliza, impedindo que desfrutem de seus direitos como cidadãos.
Destarte, visando a inclusão dos portadores de autismo, é indubitável superar esses desafios. Urge que o Governo Federal com o intuito de tornar as escolas mais inclusivas, em parceria com o MEC e o Ministério do Trabalho devem prover profissionais capacitados que possam lidar com as crianças autistas através de programas de capacitação profissional oferecidos pelo SESI e SENAC. Ademais, o Governo deve, em parceria com o Ministério da Comunicação, disponibilizar propagandas midiáticas que discutam o tema, tanto nas escolas como em redes de TV aberta, para que a quebra da falta de informação seja coletiva. De acordo com Helen Keller: “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”.