Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/02/2019

Tolerância é resultado da educação

No período da Segunda Guerra Mundial, os regimes fascista e nazista ascenderam na Itália e Alemanha, respectivamente, e eles eram caracterizados por disseminar pelo mundo a superioridade ariana pura, consequentemente, excluindo e até exterminando todos que fugissem desse modelo, incluindo pessoas com deficiência. Hodiernamente, a exclusão de pessoas com autismo, no Brasil, ainda é uma realidade. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

Em primeira análise, o desafio na inclusão dos autistas é presenciada desde sua formação escolar. Isso ocorre por conta da falta de planejamento e estrutura para receber esses alunos deficientes, que acabam não sendo aceitos na instituição, mesmo que seja seu direito por lei, ou acabam não permanecendo pelas dificuldades em sua integração; Essa dificuldade inclui falta de acompanhamento profissional específico para suas necessidades na instituição, falta de conhecimento sobre assunto pelos alunos e até pelos professores, além de uma didática de aula que não culmine em sua instrução. O próprio presidente da Associação Brasileira para Ação dos Direitos das Pessoas com Autismo (ABRAÇA), Alexandre Mapurung, falou que: “A inclusão começa com a chegada desse aluno à escola, mas é preciso também garantir sua permanência e aprendizagem”.

Ademais, a exclusão em outros locais sociais também é uma realidade no país. Exemplos desses locais são instituições públicas e mercado de trabalho, e isso ocorre, principalmente, pelo preconceito causado pela desinformação. Muitos desses brasileiros com transtorno de espectro não concluem sua escolarização, e aqueles que concluem ainda encontram dificuldades, ainda mais que aqueles que não são portadores do transtorno, em se estabelecer no mercado de trabalho.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Governo Federal disponibilize investimento financeiro para melhorias no recebimento de crianças autistas nas escolas do país, por exemplo, a disponibilização de profissionais capacitados para acompanhar esse aluno a todo momento durante as aulas, e que os professores sejam ensinados sobre o assunto e a como agir de forma didática para todos em sala, além disso, instruam os alunos sobre as diferenças de seus colegas autistas e como essas diferenças são naturais e não devem ser vistas como um problema na socialização; Assim, o preconceito será aos poucos mitigados e a tolerância se fará presente na sociedade em geral. Como dizia Pitágoras: “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”.