Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/11/2018

No seriado “Atypical” é mostrado o dia a dia do protagonista Sam que possui Transtorno de Espectro Autista (TEA).  tentando se inserir no contexto escolar com apoio da família para conseguir ter uma vida social normal. Nessa perspectiva e fora da ficção, indivíduos autistas não conseguem se inserir de maneira efetiva na sociedade moderna, pois são apresentados obstáculos que advêm da falta de iniciativa do Estado em promover a inclusão e do preconceito enraizado devido a falta de conscientização que perpetua a exclusão dos autistas.

A priori, é importante destacar que o autismo é uma síndrome que prejudica de maneira ampla a comunicação do indivíduo e por isso torna-se difícil esse ser inserido em qualquer contexto social sem apoio da comunidade em política públicas.  Todavia, o preconceito aliado à falta de informação da própria comunidade impede que pessoas autistas se insiram, isso porquê pouco é dito sobre essa doença nos meios de comunicação, e o autismo possui um estereótipo de patologia agressiva e incapaz de controlar devido à influência da mídia. Tal fato, revela um perigo pois um estudo divulgado pela “Center of Deseases Control and Prevention” revela que 1 a cada 100 crianças tem Transtorno de Espectro Autista, e estima-se que exista dois milhões de autistas no Brasil, tornando necessário que o assunto seja discutido para o público.

Outro fator importante é a falta de políticas públicas representativas que visem a escola como principal forma de inclusão e socialização de autistas, visto que, o contato social começa na infância dentro do contexto escolar. Nessa perspectiva, o filósofo Aristóteles, afirma que o homem é um ser social e a vida em sociedade é necessária para mante-lo dentro do bem estar. É por meio do ambiente escolar que será possível contornar a exclusão e tornar crianças autistas aptas e incluídas na sociedade, sem nenhum preconceito.

Portanto, são necessárias mudanças para intervir no problema. Para iniciar a inclusão de cidadãos com transtorno de espectro autista, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas de conscientização e visibilidade dos vários tipos de autismo, nos meios de comunicação como radio e televisão, com o objetivo de aumentar a discussão para população e assim diminuir a desinformação. Além disso, o MEC também deve estabelecer que cada escola tenha pelo menos duas turmas com alunos autistas e com educadores especializados e orientados para atenderem as necessidades e também promoverem palestras dentro da escola sobre o combate ao preconceito e a importância de inclusão para alunos dentro do TEA. Dessa forma, a inclusão seria feita progressivamente junto a diminuição do preconceito e a desinformação.