Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/11/2018
Segundo Aristóteles, o ser humano é um ser social que busca realizações e felicidades através do convívio social. Porém, a teoria aristotélica não se enquadra à crianças portadoras do transtorno do espectro do autismo. Esse transtorno atrapalha a comunicação e a interação, tornando a socialização do portador mais complexa. Para inclusão de pessoas com autismo no ambiente escolar, barreiras como: o preconceito e a falta de preparo do corpo docente precisam ser quebradas, assim será possível alcançar uma sociedade mais justa e igualitária.
Em Memórias Póstumas, Brás Cubas se apaixona por uma mulher “coxa” e, devido ao preconceito relacionado a deficiência, não se casa com ela. Mais uma vez, a literatura imita a realidade e demonstra a exclusão de pessoas portadoras de deficiência. É “difícil” aceitar o diferente e, devido às poucas informações acerca do autismo, tem-se a dificuldade de inserir autistas na sociedade, uma vez que a falta de informações acarreta o preconceito e à discriminação. Sendo assim, é necessário informar a sociedade sobre a doença, para que seja possível a inclusão desses cidadãos.
Para Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. De fato, a educação tem papel fundamental na inclusão de autistas a sociedade. Contudo, o sistema educacional brasileiro ainda não possui infraestrutura adequada para receber esses alunos. O corpo docente das escolas dispõem de poucas informações sobre o assunto e, por isso, não sabem como desenvolver a capacidade cognitiva de alunos autistas. Além disso, falta uma estrutura especializada para recebê-los, já que o ambiente influencia muito no comportamento de autistas.
A educação, além de possibilitar o desenvolvimento de autistas, pode reduzir o preconceito da sociedade. Desta forma, é preciso que o estado por seu caráter socializante e abarcativo invista em pesquisas sobre a doença para que sejam desenvolvidos métodos de inclusão de autistas na escola. É necessário que, a sociedade civil denuncie casos de exclusão e que a mídia, quarto poder, realize campanhas informativas sobre a doença, a fim de conscientizar a população sobre a importância da inclusão de autistas. Com isso, será possível torná-los adultos sociáveis e inseridos na comunidade, para que possam buscar realizações e felicidades como proposto por Aristóteles.