Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 31/10/2018
A série americana “the good doctor,” retrata a realidade preconceituosa vivenciada por um habilidoso médico autista recém formado. Mesmo se tratando de uma obra fictícia, há veracidade nas ideias da película, uma vez que a junção de família e governo não contribuem com a inclusão de pessoas com autismo.
Primeiramente é indispensável considerar que a família, por vezes, contribui como um desafio para resolução do entrave. Isso pode ser explicado segundo o sociólogo Talcott Parsons, o qual diz que a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Uma vez que o autismo é estigmatizado nas famílias como sinônimo de incapacidade, muitos autistas ficam reféns de preconceitos dentro do próprio lar, acreditando que nunca poderão levar uma vida normal e independente. Consequentemente, desenvolvem personalidades que antagonizam habilidades que poderiam ser desenvolvidas.
Além disso, o governo pouco tem agido para resolver os desafios do impasse. Nesse sentido, é visto que mesmo com a existência de leis de inclusão para os autistas, os direitos não saem do papel visto que o negligênciamento do Estado não efetiva tais direitos na prática. Um exemplo disso é a ocorrência de preconceito no mercado de trabalho, que são camufladas no cenário governamental. Por conseguinte, ocorre o oposto do que Aristóteles descreveu no livro “Ética a Nicômaco”: a política serve para garantir felicidade aos cidadãos.
Portanto, é necessário intervir na problemática. O Poder Executivo, deve investigar e punir empresas que usem de preconceito em entrevistas de emprego, isso deve ser feito por parceria com órgãos da polícia, com a criação de ouvidorias que atendam as necessidades do autista descriminado, a fim de diminuir o preconceito no mercado de trabalho. Ademais, a mídia, como formadora de opinião, deve divulgar séries e filmes que transmitam conhecimentos ampliados sobre a questão. Para que possa ser transmitida a ideia de que diferenças devem ser aceitas.