Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 30/10/2018
Pessoas autistas sempre foram excluídas da sociedade brasileira. Esse transtorno, que causa mudanças na forma comunicativa e física do ser humano, nunca foi alvo de preocupação da sociedade, muitos menos do Estado. Fatores como o descaso da saúde e políticas educacionais precárias são responsáveis pelo crescimento desse problema. Logo, conclui-se que a negligência governamental aumenta a discriminação contra os autistas, mostrando a necessidade de soluções.
O primeiro ponto a ser analisado é o quadro da saúde pública. Devido a políticas que não incluem as pessoas autistas nos hospitais, o número de profissionais incapacitados é alto, assim, agravando tal problema. Pesquisas feitas pela OMS apontam que o Brasil é incapaz de apoiar as pessoas que sofrem dessa síndrome. Dessa forma, a família das pessoas afetadas não tem um acompanhamento profissional de qualidade, consequentemente, impossibilitando os diagnósticos corretos, junto à falta de tratamento. Como resultado, os sintomas dessa doença se desenvolvem, originando outros problemas.
O segundo ponto a ser analisado é a educação precária. Com escolas mal equipadas e com profissionais sem capacitação, o sistema educacional não visa em incluir os autistas socialmente, ampliando tal problemática. Toma-se como exemplo uma matéria publicada pelo jornal “Folha de S. Paulo”, que destacava a dificuldade em incluir crianças portadoras desse transtorno em escolas da cidade de São Paulo, tirando seus direitos a uma educação de qualidade. Dessa maneira, devido aos argumentos apresentados, mostra-se necessária a tomada de soluções.
Logo, para resolver esse problema, o Governo Federal e o Ministério da Saúde devem aumentar os investimentos na saúde por meio de acordos com a Iniciativa Privada, a fim de elevar a qualidade no atendimento e tratamento dos autistas. Tal medida por ser feita através da contratação de profissionais capacitados, reforma dos hospitais, e criação de postos específicos para atendimento dos autistas. Desse modo, tornando o sistema de saúde eficaz e prestativo, tais pessoas teriam o seu atendimento digno, podendo reverter os quadros da doença. Outra medida seria a implantação de políticas educacionais de apoio nas escolas por meio do MEC. Tal ação pode ser feita com a contratação de psicólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos, junto à reforma das escolas. Assim, pessoas com a síndrome autista teriam o devido acompanhamento profissional, e estariam num lugar apto a recebê-los, assim, tornando a escola num local inclusivo e agradável aos autistas.