Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/10/2018

Na idade média, período que ocorreu entre entre os séculos V e XV, era permitido a prática de sacrifícios humanos daqueles que nasceram com alguma deficiência. Contemporaneamente, muitas pessoas com transtornos neuropsiquiátricos também sofrem com exclusão social, dessa forma, os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil tem como pilares o preconceito e a alta de qualificação adequada dos profissionais da educação.

A priore, tem-se a falsa ideia de que pessoas deficientes ou com algum deficit de aprendizagem são incapazes, acarretando no preconceito que foi enraizado na atual sociedade. Segundo o filosofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o individualismo está cada vez mais inserido na sociedade, visto que a vida humana afastou-se da coletividade em detrimento da individualidade. Como consequência desse individualismo, autistas são isolados da sociedade e assim, perdendo a integração social.

A posteriori, muitas escolas sofrem com a falta de estrutura para receber educandos com algum tipo de transtorno de desenvolvimento, uma vez que não possuem espaços dedicados diretamente para autistas. Analogamente, há uma falta de docente altamente qualificados para trabalharem com educando que sofrem com esse transtorno. É na escola que o individuo autista pode ter maior contato social.

Conclui-se, portanto, que o maior desafio da inclusão de pessoas com autismo está relacionado com o preconceito enraizado e com a falta de estruturas escolares. Logo, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social juntamente ao Ministério da Educação a função de promover palestras conscientizando alunos sobre o autismo. Cabe ao Ministério da Saúde com a ajuda do Governo Federal implementarem em postos de saúde exames que identifiquem se a criança tem autismo, para receberem o devido cuidado. O Ministério da Educação e Governo Federal devem melhorar as estruturas escolares e implementar escolas especiais para autistas em regiões onde exista um maior numero de crianças com esse transtorno.