Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 28/10/2018
Antigamente, o psiquiatra Eugen Bleuler afirma que o autismo era visto de forma diferente pela sociedade por ser totalmente desconhecido. Entretanto, na contemporaneidade, a população brasileira sabe mais um pouco sobre ela, e mesmo sabendo da dificuldade que é ter o autismo, ainda os exclui do circulo social. Nessa perspectiva, tanta a ignorância da sociedade brasileira, quanto a ausência de psicológicos presentes na rede pública, resultam em números alarmantes de exclusão social.
A princípio, a informação é o que o ser humano mais precisa no século XXI, mas a comunidade brasileira não tem interesse em consumir esse conhecimento, gerando assim uma barreira social. Uma pesquisa realizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) revela que cerca de 1% da população mundial, ou um em cada 68 indivíduos, apresenta o transtorno do espectro do autista. Dessa forma, o autismo é uma doença que ataca a interação e a comunicação da pessoa e também não tem cura, mais a OMS afirma que, rejeita alguém por ter autismo é ‘‘um desperdício de potencial humano’’.
Além disso, psicologia na rede pública é extramente importante porque nôs dias atuais esse serviço é muito caro para a população. Uma pesquisa realizada pela OMS revela que a cada 160 crianças uma delas tem o transtorno do espectro autista. Assim sendo, esse serviço público seria ideal para tratar o autismo amenizando os ricos que a doença pode trazer gradualmente.
Infere-se, portanto, que o autismo traz muitas dificuldades para quem a tem e mesmo com essas dificuldades as pessoas ainda os excluem dos meios sociais. Logo, cabe ao Estado e a Escola implementarem propagandas sobre o autismo e seus sintomas, é importante também que essa propagandas tenham diálogos voltados para a sociedade e os portadores de autismo. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde implantar apoio psicológico gratuito nas escolas e também é importante disponibilizar na rede pública para que toda a sociedade brasileira tenham como cuidar dos aspectos psicológicos. Nesse contexto, o Brasil terá um taxa menor de exclusão social, relacionado aos portadores de autismo.