Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 18/10/2018

O autismo é ima síndrome que influencia no comportamento dos indivíduos e afeta a comunicação.Embora, milhões de pessoas possuam essa doença no mundo, a sua inclusão na classificação internacional de doenças é recente, data de 1993.Logo, percebe-se que a sociedade contemporânea ainda é leiga em relação a este assunto. No Brasil, os maiores desafios a serem enfrentados pelos autistas é o preconceito e a falta de capacitação de profissionais que auxiliem o processo de inclusão.

Em primeiro lugar, o autismo até pouco tempo não era considerado uma doença para a Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse aspecto revela que pouco se sabe sobre a síndrome, o que gera um preconceito enorme na população. O fato do autismo ser uma doença extremamente complexa e de difícil diagnóstico tem dificultado o tratamento. Além disso, esse distúrbio tem como consequência a agressividade, dificuldade de socialização, entre outros aspectos que aumentam ainda mais a rejeição por parte da sociedade.

Por conseguinte, o autismo além de enfrentar o preconceito social  existente, luta contra a falta de capacitação de profissionais adequados que o ajudarão no processo de inclusão. Como afirma Aristóteles: " o homem é um ser social e tem na sociedade a sua base", ou seja, a falta de conhecimentos específicos por parte dos profissionais que lidam com o público autista  pode aumentar muito a segregação das pessoas portadoras dessa síndrome na sociedade, o que dificultaria ainda mais o entendimento da doença.

Diante do exposto, o governo federal, por meio do Ministério da Educação deve promover cursos e palestras sobre o diagnósticos, tratamento e bases pedagógicas que ajudem na inclusão dos indivíduos na sociedade e no conhecimento cientifico sobre essa enfermidade. Essas palestras seriam ministradas a fisioterapeutas, médicos, professores, enfim, a uma equipe multidisciplinar. Essas ações ajudariam no processo de inclusão dos portadores da síndrome e diminuiria o preconceito, pois a população teria maior conhecimento e o tratamento aos autistas seria mais eficaz, visto que teria-se um aprofundamento maior sobre o assunto.