Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 17/10/2018

Durante o período da História Antiga a pólis grega Esparta se destacou por ter uma política militarizada e por seu comportamento, extremamente, xenofóbico, um bom exemplo são de crianças mortas por nascerem com alguma deficiência. Em 2012, o Brasil, classificou o autismo como uma deficiência, através da Lei 12.764, com isso os portadores acabam tendo, obrigatoriamente, acesso a direitos básicos, como saúde, educação e outros. Vale destacar que o país têm demonstrado uma grande ineficiência em suas políticas públicas para o tratamento e inclusão dessas pessoas.

Primeiramente, é necessário ressaltar que o autismo se comporta de forma variada em seus portadores, alguns de formas mais brandas, já em outros de forma mais acentuada, podendo gerar nesses a incapacidade de falar e/ou andar, e por esse motivo o seu diagnóstico mitas vezes é difícil de ser dado. Por conta dessa variação a Organização das Nações Unidas menciona o autismo como “Espectro Autista”.

Além disso, o doutor Drauzio Varella expõe, em um dos seus materiais, que o autismo é ainda um desafio para o Brasil, por conta da ineficiência de uma grande maioria de profissionais da saúde em apresentar um diagnóstico precoce, ele aponta que nos Estados Unidos as crianças recebem o resultado positivo para doença até os 3 anos de idade, já no Brasil a maioria só recebe aos 8 anos, e isso é preocupante por que o principal meio para minimização dos efeitos dessa deficiência é um tratamento iniciado logo nos primeiros anos de vida.

Portanto, fica claro o quanto é importante o diagnóstico precoce para ajudar o autista e sua família. O governo precisa reeducar seus profissionais da saúde, com um treinamento adequado a todos, desde médicos, enfermeiros, e outros, que tenha como objetivo auxiliar esses profissionais a identificarem mais facilmente a deficiência e encaminha-los para centros que sejam capazes de desenvolver o tratamento adequado, e também ampliar sedes que auxiliem no aprendizado e socialização desses indivíduos, já que são poucas para a demanda atual.