Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/10/2018
Na Roma Antiga os portadores de deficiência eram considerados seres inferiores e deveriam ser sacrificados. Analogamente, apesar de na conjuntura vigente os autistas possuírem direitos comuns à todos os cidadãos o constante desafio dessas pessoas de serem incluídas na sociedade ainda é preocupante. Sob tal aspecto convém analisar as principais dificuldades de incluir esses portadores na sociedade brasileira.
Em primeira instância, o conhecimento social sobre o autismo é insuficiente, fomentando preconceito e discriminação. Nesse sentido, assim como na Roma Antiga a ausência de estudos sobre esse assunto em consonância com a ideia de fuga do padrão estabelecido ocasionava diversos problemas aos deficientes, e até mesmo a morte, hodiernamente os diagnosticados com a síndrome do autismo enfrentam dificuldades pelos mesmos motivos. Ademais, é inaceitável que em um país considerado democrático, a falta de informação ainda ser constante, estimulando o desrespeito e impedindo o convívio social de todos.
Vale também ressaltar que tal síndrome não recebe a devida atenção governamental, visto a insuficiência de programas de acessibilidade, tais como escolas que forneçam atenção adequada e especializada a esses portadores. Outrossim, a lei 12764 implica que os autistas possuam as mesmas assistências e acessibilidade que os demais portadores de deficiência possuem, porém algo ainda não garantido na prática. Desse modo, representa uma situação crítica o fato de os autistas pagarem altos impostos, como os demais cidadãos, e não possuírem acesso pleno a socialização e aos direitos presentes na legislação.
Dessa maneira, os desafios relacionados a inclusão social de autistas no corpo social requer medidas mais efetivas, no âmbito de combate a negligência, para ser amenizado em nosso país. Nesse sentido, é fundamental, portanto, que o governo elabore campanhas visando melhorar a acessibilidade dessas pessoas, por meio de investimentos financeiros em infraestrutura pública, a exemplo de profissionais especializados em locais como restaurantes, escolas e demais locais de sociabilidade, além de campanhas publicitárias, com o auxilio da mídia, que ensinem sobre tal síndrome. Espera-se com isso, construir uma nação mais igualitária.