Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 15/10/2018
O Brasil é um país rico em diversidades e tamanha heterogeneidade, principalmente, a de pessoas com necessidades especiais merece destaque por demandar esforços da sociedade como um todo. Nesse sentido, a questão de inclusão social de pessoas autistas na escola enfrenta desafios, uma vez que falta uma infraestrutura consolidada, como também envolve o preconceito advindo dos colegas de classe do aluno com deficiência.
Primeiramente, é preciso salientar que faltam escolas com uma boa infraestrutura, ou seja, com condições indispensáveis para receber o aluno autista. Nesse sentido, muitas escolas, têm déficit em relação a oferta de acompanhamento especializado, com o apoio não só de professores capacitados que compreendam a realidade do aluno autista, mas também da ação conjunta de pedagogos e professores que possam acompanhar e contribuir nesse processo de inserção. Dessa forma, Aristóteles ao afirmar que deve-se tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de sua desigualdade, ou seja, na proporção de suas necessidades, tal filósofo com seu pensamento da época consegue justificar o desafio desse problema atual para a sociedade brasileira.
Além disso, o desafio da inclusão de autistas envolve o preconceito por parte dos colegas de classe desse tipo de aluno. Assim, a partir do momento em que tais pessoas não tiverem o sentimento de pertencimento dentro da sala de aula, elas ainda continuarão “excluídas”. Isso porque a verdadeira inclusão ocorre por meio da aceitação, a qual é de extrema importância para o desenvolvimento e a afirmação de identidade do autista.
Portanto, percebe-se que o Brasil enfrenta desafios em relação à inclusão de alunos autistas. Assim, os órgãos públicos poderiam disponibilizar políticas públicas mais efetivas como a oferta de cursos de especialização para profissionais da educação, os quais possam contar com estágios que trabalhem a convivência com pessoas autistas, permitindo-lhes compreender as dificuldades que esses indivíduos possuem para se relacionar socialmente, bem como aprender ferramentas sociais para diálogo que auxiliem esse público, a fim de que esses profissionais da educação possam lidar de forma mais eficaz com a realidade desses alunos.