Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 15/10/2018
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à participação nas diversas esferas da sociedade e ao bem-estar social. Entretanto, no Brasil, contemporaneamente esse privilégio está sendo corrompido quando se trata da inclusão de pessoas com autismo na sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos os principais desafios para combater tal fenômeno.
Inicialmente, destaca-se o acesso a educação como o maior embate para essa minoria. Segundo o portal de notícias G1, apenas 30% dos cidadãos que apresentam autismo frequentam à escola regularmente. Logo, é visível que a falta de políticas nas quais possibilitem a essas pessoas usufruirem dos ideais iluministas de igualdade, fraternidade e liberdade aderidos na criação da DUDH, cogita um sério impasse a ser vencido.
Outrossim, o indivíduo autista, semelhante a toda parcela da população classificada como diferente da maioria, tende a sofre coercitividade social, ou seja, é julgado por não ser igual a todos. De acordo com Jean-Jacques Rousseau, filósofo iluminista do século XVIII, o homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado. Diante de tal contexto, é inadmíssivel em pleno século XXI as pessoas se importerem mais em criticar as outras do que em mobilizar-se com a situação do próximo.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Estado faça cumprir os direitos concedidos ao cidadão autista estabelecidos na Constituição Federal, por meio do poder executivo, com medidas que possibilitem a total inserção e acesso na sociedade. Espera-se, com isso, a evolução da população para um estágil de liberdade, livre de correntes preconceituosas.