Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 13/10/2018

A séria americana, ‘‘Atypical’’, mostra os impasses cotidianos enfrentados por Sam, um garoto autista, frente à sociedade. Fora dos televisores, a inclusão dos portadores do Transtorno de Especto Autismo ainda apresenta, no Brasil, uma série de imbróglios. Nesse contexto, cabe analisar sobre como a esfera social e a escassez de auxílios governamentais influenciam na problemática em questão.

É indubitável que a ignorância em conhecimento acerca da doença supracitada esteja entre as causas do problema. Isso porque, a falta de informação e instrução por parte da população, faz com que a mesma não tome conhecimento sobre como lidar com os portadores do autismo. Em consequência, o ato de segregação é praticado e com isso, os autistas são excluídos de atividades sociais que são imprescindíveis para o desenvolvimento da interação e convivência em coletividade.

Vale ressaltar, também, que o pouco auxílio governamental atua como agente ativo para a persistência do impasse. Isso porque, em 2016, o governo brasileiro colocou em vigor uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que congela todos gastos na saúde e educação. Com isso, as pesquisas voltadas autismo, no Brasil, apresentam dificuldades em avanços devido a escassez em assistências governamentais. Consequentemente, o diagnóstico da doença ainda é pouco dominado e também impreciso, dificultando assim o tratamento precoce, que resulta grande melhoria no desenvolvimento pessoal do indivíduo.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse em questão. Logo, cabe ao Ministério da Educação promover mais entendimentos sobre o autismo à sociedade, por meio de palestras e disciplinas no âmbito escolar, que visem informar e promover respeito e inclusão social aos autista. Ademais, convém ao Poder Legislativo desenvolver PEC’s que auxiliem nas questões das pesquisas científicas sobre a doença já supracitada, isso deve ocorrer por liberações de verbas advindas dos impostos.