Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 12/10/2018

O autismo é um transtorno que atinge cerca de 2 milhões de brasileiros e que só foi inserido à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde em 1993, consequência do difícil diagnóstico e também por existir a dificuldade de reconhecimento da síndrome pelos indivíduos não portadores por estes não terem noção dela. Sendo assim, os desafios da inclusão de indivíduos portadores do autismo é um tanto quanto difícil.

Para melhor explicar esses desafios, deve-se ter em pauta o preconceito, que é o grande causador de toda essa dificuldade que as pessoas com o transtorno do espectro autista sofrem. Isso muitas vezes começa a ocorrer dentro de instituições de ensino, onde esses indivíduos por serem diferentes aos demais sofrem bullying, pelo fato de não gostarem de fazer determinadas atividades que os outros gostam, como por exemplo, interagir, fazer amigos, realizar algum esporte, entre outros. Hoje em dia sabe-se que o autismo possui diferentes níveis, como por exemplo o de alto nível, no qual  há indivíduos  que não se sentem nem um pouco à vontade ao conhecer novas pessoas e por estarem em situações novas, assim reagem de maneira a se “defender” deste momento em que ele está se sentindo vulnerável.

Adicionado ao argumento acima, esse não é o único obstáculo que essas pessoas têm de superar, pois dentro dessas mesmas instituições onde ocorrem esse preconceito também há a dificuldade de inserção deles no ambiente por outros dois motivos, primeiro devido aos modos como são cobrados destes indivíduos o conhecimento, como exemplo, através de provas, que para portadores do autismo não é de fácil e simples execução como é para os  outros indivíduos não portadores dessa síndrome, e  em segundo, têm-se a dificuldade deles ficarem em locais comuns aos outros alunos, por serem sensíveis ao barulho e à quantidade de pessoas. Deste modo, por não conseguirem seguir tal padrão imposto, muitos responsáveis decidem educa-los em casa, o que não deveria acontecer, sendo que o ambiente escolar tem que ser para uso de todos.

Portanto, conclui-se que, é de suma importância que o Governo Federal junto às redes televisivas façam campanhas de conscientização do autismo, para que não haja mais preconceito à esses indivíduos portadores, e que também o Governo Federal e Estadual invista em diferentes alternativas para a educação desse grupo de indivíduos que têm os mesmos direitos de frequentarem escolas como toda a população brasileira.