Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 07/10/2018

O  Preconceito e o Estado inimigos na inclusão de autistas

Na antiga pólis de Esparta, havia a prática da eugenia, ou seja, a segregação social de qualquer indivíduo que não se enquadrasse no estigma social de “perfeito” para época, como, por exemplo a pessoas com transtornos mentais. Esse fato imoral e inadequado serve como ilustração para o que acontece na pós-modernidade, haja vista os desafios na inclusão social de pessoas com autismo no Brasil, fomentado, principalmente por negligencias estatais e pelo preconceito essa  minoria.

Em primeiro plano, é necessário enfatizar que ineficácias do Poder público tem reforçado a exclusão social dos autista. A falta de tutores especializados e infraestrutura inclusiva na escolas brasileiras, por exemplo, faz com que pais e familiares – muitas vezes sem o real conhecimento da importância socialização dessas crianças- deixem de matricular autistas em escolas de ensino regular, fator que isola totalmente essa esfera social do convívio escolar. Logo, infere-se que a falta de investimento Estatal em educação inclusiva de qualidade impede a inclusão social dessas pessoas.

A partir desse primeiro mecanismo de exclusão, se consolida o preconceito contra autistas no Brasil. Desse modo, em raras instituições de ensino nas quais os alunos normativos detém um contato com autistas, gera uma situação de estranhamento entre o aluno e os demais, fazendo com que esse seja alvos de piadas de mal gosto e xingamentos, por parte dos colegas de classe, exemplificando no contexto escolar o reflexo de uma sociedade extremamente preconceituosa. Sob essa perspectiva, o filósofo iluminista Voltáire já afirmava: “Preconceito é opinião sem conhecimento”. Essa máxima comprova que o preconceito persiste devido á desinformação da sociedade em geral sobre essa deficiência, e faz com que a inclusão desses indivíduos não se concretize. Em suma, esses fatos reforçam a necessidade de adoção de medidas para combater esse problema.

Torna-se evidente, portanto, que o preconceito e ineficácias públicas são responsáveis pelos desafios na inclusão social de autistas. Em um contexto nacional, urge, ao Ministério da Educação, a introdução de palestras acerca das especificidades do autismo. Tais palestras devem ser ministrada por profissionais da saúde, do ensino fundamental ao médio, em escolas públicas e particulares, a fim de desconstruir o preconceito contra autistas e inclui-los de maneira mais efetiva na sociedade. Além disso, cabe as Secretárias de Educação Estaduais a criação de cursos de capacitação de professores, para que exista uma maior disponibilidade desses profissionais visando uma educação de qualidade para esse público.