Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/10/2018
No dia 18 de junho é celebrado o dia do Orgulho Autista, síndrome que possui 2 milhões de portadores brasileiros. Em meio à muitas controvérsias e desconhecimento, essas pessoas sofrem com a exclusão social. Nesse contexto, cabe analisar como o preconceito e a falta de políticas públicas efetivas contribuem para que a inclusão de autistas não seja efetivada.
Inicialmente, no que tange a sociedade, o preconceito é uma das barreiras resistentes. A falta de conhecimento sobre o assunto faz com que pessoas pensem, erroneamente, que o autista é alguém individualista e sem foco, incapaz de exercer atividades em conjunto. Contudo, ao contrário do que dita o senso comum, autistas desenvolvem muito bem talentos específicos em atividades que gostam, segundo o documentário de Drauzio Varella “Autismo: universo particular”. Além disso, ainda existe a concepção popular de que a democracia deve atuar atendendo a maioria numérica, o que contribui para a falta de inclusão das minorias.
Por outro lado, no que diz respeito aos direitos sociais, as políticas públicas ainda são insuficientes. Apesar da existência da lei 12764 que dispõe sobre os direitos aos autistas, o que se observa na realidade são escolas sem infraestruturas para recebe-los e médicos pediatras que não conseguem diagnosticar cedo os portadores da síndrome. Tais fatos, impedem que muitos indivíduos recebam tratamento adequado, tanto na saúde quanto na educação. Consequentemente, eles não conseguem desenvolver suas habilidades e se inserir no mercado de trabalho.
Destarte, para que haja integração dos autistas é necessário que o Ministério da Educação, junto a terapeutas promovam palestras no inicio do ano letivo para os pais. Essas palestras terão por objetivo mostrá-los como ensinar seus filhos a respeitarem os alunos que tenham alguma diferença, como os portadores de autismo. Ademais, as secretarias de educação devem visitar as escolas, juntamente com pediatras para verificar quais precisam de mais verbas para discentes com necessidades específicas. Assim, a acessibilidade prevista na constituição de 1988 será consumada.