Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/10/2018
Na idade média, período que ocorreu ente os séculos V e XV, era permitido a prática de sacrifícios humanos aqueles que nascessem com alguma deficiência, bebes eram jogados em fogueiras e morto. Analogamente, no Brasil ainda ocorre essa prática, tendo em vista que quem sofre de algum trastorno relacionado ao autismo é excluído e marginalizado. Observa-se, então, que o preconceito e a ineficiência escolar contribuem para esse quadro.
A priore, tem-se a falsa ideia de que pessoas deficientes e com algum déficit são diferentes e incapazes, acarretando no preconceito que foi enraizado na atual sociedade. Segundo o filosofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o individualismo está cada vez mais inserido na sociedade, visto que a vida humana afastou-se da coletividade em detrimento da individualidade. Como consequência desse individualismo, os autistas são isolados da sociedade, perdendo a integração social.
A posteriori, as escolas não tem estruturas o suficiente para receber educandos com algum tipo de transtorno de desenvolvimento. Uma vez que não possuem espaços diretamente para pessoas autistas, não possuem docentes altamente qualificados para trabalhar com pessoas que sofrem desse transtorno. É na escola que o individuo autista pode ter o maior contato social, e com a falta de estruturas acabam sendo privado desse convívio.
Conclui-se, portanto, que o maior desafio na inclusão de pessoas com autismo está relacionado com o preconceito enraizado e com a falta de estruturas escolares. Logo, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social juntamente ao Ministério da educação a função de promover palestras, conscientizando sobre o autismo nas escolas. Cabe ao Ministério da saúde e o poder Legislativos implementar a lei que a criança faça exames para identificar se tem autismo, para só assim recebe os devidos cuidados médicos. E o Governo Federal deve investir nas escolas, para a melhoria das estruturas e assim podendo receber futuros educandos.