Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 23/10/2018
Wolfgang Amadeus Mozart foi um gênio, ícone da música clássica cujas canções foram e ainda são apreciadas por muitos.Talvez sua obra mais conhecida seja a famosíssima Eine Kleine Nachmusik, uma melodia produzida por um compositor, que, além de outras as outras características já citadas, possuía autismo.Entretanto, mesmo com os exemplos ao longo da história dessa e de várias outras mentes brilhantes portadoras da doença, atualmente a problemática do pouco conhecimento da mesma continua latente e potencializada pelo preconceito para com essa minoria.
Em primeiro plano, convém salientar a ignorância de grande parte da sociedade, seja no meio popular ou acadêmico,no tocante a como o autismo se manifesta.Prova disso é a inclusão tão tardia da síndrome no quadro de doenças da OMS, tendo como consequência a exclusão cada vez maior destes que são 1 em cada 160 crianças no mundo inteiro segundo dados da própria OMS.
Não obstante, cabe também destacar como a discriminação por parte da população diminui as possibilidades de se descobrir mais sobre o autismo.Tomando como base a frase da escritora norte-americana Maya Angelou que diz: " O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o passado inacessível", pode-se aferir que, ao julgar precipitadamente esse grupo social, perdem-se as chances de utilizar seu potencial da melhor forma possível.
Fica evidente, portanto, a necessidade da tomada de medidas cabíveis para a resolução da problemática da inclusão de pessoas com autismo.Cabendo, em primeiro lugar, ao Ministério da Educação a criação de projetos como palestras e aulas que exponham o universo do autismo, a fim de que as pessoas conheçam seu mundo e saibam como eles se sentem. Ademais, cabe as escolas realizarem conselhos especiais de professores que trabalhem com alunos portadores da doença, explorando, dessa forma, o máximo da capacidade destes que, se respeitados, continuarão a escrever a melodia dessa nação.