Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/10/2018

Em 2013, o médico Drauzio Varella estreou ,no programa Fantastico, uma série intitulada “Autismo- universo particular”. Em seu último episódio, esse folhetim trouxe à tona a questão da inclusão de pessoas autistas na sociedade brasileira, principalmente seu desafio. No entanto, apesar de uma mídia nacional retratar o assunto, o autismo pouco é conhecido no Brasil e muitos são os reflexos dessa falta de conhecimento.

É relevante destacar, antes de tudo, que a falta de informação sobre o diagnóstico do autismo dificulta a inclusão social de seus portadores. O comportamento divergente do padrão social – característico da síndrome – gera um afastamento do convívio em sociedade, visto que a população tende a rejeitar o diferente. Nesse sentido, programas de televisão, propagandas informacionais e de inclusão, ficção engajada com personagens autistas são elementos fundamentais para despertar o interesse da população sobre o assunto. No entanto, são praticamente inexistentes, sendo a série do Doutor Drauzio Varella uma exceção, e o efeito disso é visto na sociedade.

Convém analisar também, as implicações, para o autista, dessa lacuna entre o canal de comunicação e seus interlocutores. Partindo da premissa de que a mídia é considerada – não legitimada – o Quarto Poder do Estado Brasileiro, se ela se cala sobre o autismo, a sociedade não tem o conhecimento da doença, e tampouco das leis que asseguram o direito a Políticas Públicas ao portador de Autismo, garantidas pelo Poder Legislativo. Dessa forma, torna-se desafiador incluir – mais do que isso, integrar – o autista na sociedade brasileira, o que acarreta na sua exclusão e na negligência de suas qualidades e potenciais de educação, relacionamento e profissão, ou seja, de uma vida comum.

Portanto,a sociedade brasileira necessita de canais eficientes de comunicação e esclarecimento do autismo.Dessa maneira,o despertar da causa através do incentivo da mídia é primordial para que informações cheguem às famílias de portadores ou não, e promova debates e educação básica.