Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/10/2018

Ao longo do processo de formação da sociedade brasileira, do século XX ao XXI, a globalização intensificou e deste modo o acesso à informação tornou-se amplo. Com isso, facilitou o compreendimento maior acerca de diversos acontecimentos, como o transtorno do especto autista. Apesar disso, o desafio da inclusão dos portadores dessa síndrome é demasiado, tanto pelo despreparo escolar, quanto o desrespeito social.

Primordialmente, é indubitável que muitas instituições escolares não possuem uma qualificação adequada dos profissionais para inserir autistas no meio social e facilitar o seu aprendizado. Consoante ao sociólogo Gilberto Freyre, sem um fim social o saber será a maior das futilidades. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a metodologia utilizada no ambiente escolar está ultrapassada para a inserção do jovem com autismo na interação social, haja vista que o fator financeiro da instituição pode ser um empecilho, já que acaba sendo uma barreira na busca por soluções. Logo, apesar do conhecimento existir e seu intuito ser contribuir a um fim social, a condição econômica está bloqueando seu propósito.

Além disso, destaca-se o notório preconceito da sociedade em relação as pessoas portadoras da síndrome. Demarcado pela não contratação em serviços de indivíduos com o trastorno autista, a ausência de um contato direto ocasionado pelo receio ou aversão ao modo de comportamento e pelo senso comum de que é algo transmissível. Ocasionando um isolamento psíquico, uma vez que ocorre devido as diferentes formas de personalidades e atitudes em meio a indivíduos pertencentes a uma mesma cultura. À vista disso, percebe-se uma clara atitude intolerante preconceituosa a respeito das particularidades.

Entende-se, portanto, que a carência de uma metodologia educacional adequada e a visão preconceituosa da sociedade são os desafios com maior destaque. A fim de atenuar o problema, se faz necessário que o MEC (Ministério da Educação e Cultura) ofereça gratuitamente cursos profissionalizantes a respeito de uma metodologia eficaz e comprovada cientificamente de sua efetividade para que consiga incluir os indivíduos autistas. Por meio da disponibilização de vídeos online direcionados em uma plataforma a ser criada com uso exclusivo de docentes, contendo formas inovadoras de ensino que possam contribuir com o auxílio aos alunos com a síndrome. Ademais, a disponibilização de psicólogos na plataforma, especializados no assunto, com o intuito de solucionar dúvidas, sendo essa maneira simplória e gratuita, já que não há necessidade em deslocamento, ou seja, transporte e moradia. Destarte os desafio da inclusão poderão serão superados.