Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 30/09/2018

O Sociólogo Gilberto Freyre em Casa-grande e Senzala, relatou o cotidiano da época da escravidão: os Senhores, pessoas afortunadas, desfrutavam dos privilégios daquela enquanto que os escravos se amontoavam no descaso dessa. Trazendo para o contexto do autismo no Brasil, as pessoas que não tem o transtorno estão na Casa-grande, ao passo que os autistas encontram-se na senzala excluídos da sociedade.

Em suma, a falta de políticas públicas direcionadas à comunidade autista causa isolamento social pois os portadores do transtorno não recebem a oportunidade, por exemplo, de frequentar a escola regular; o que dificulta ainda mais a capacidade de comunicação dessas crianças, que por sinal é uma das principais dificuldades enfrentadas por elas. Além disso, existem poucas pesquisas na área do Transtorno do Espectro Autista (TEA), como é conhecida, tornando restrito o número de informações tanto a despeito da doença quanto a seu tratamento.

Além do mais, embora cerca de 2 milhões de brasileiros tenham autismo, o preconceito, a não aceitação do diferente, ainda é bastante presente; o que dificulta ainda mais a inserção de pessoas autistas na sociedade. O Brasil vivencia, ainda, a cultura da hostilização do estranho, do diferente, e priorizando os padrões impostos pela mesma.

“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” disse Albert Einstein certa vez. E é justamente por isso que a inclusão de pessoas autistas é tão importante: para que todas as pessoas possam ser tratadas igualmente. Para tal, é preciso que mais políticas públicas sejam criadas fomentando a inserção obrigatória de crianças autistas nas escolas, acompanhadas de um tutor. Outra medida é gerar debates e discussões sobre o tema, levar a causa à público para que haja uma maior conscientização das pessoas, para que as mesmas possam compreender melhor como funciona o universo de um autista. Ademais, é importante que as empresas possibilitem a inserção de autistas no mercado de trabalho.