Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 07/09/2018
A construção de uma sociedade sem preconceito é assegurada pela Constituição Federal de 1988.Atualmente,muitos indivíduos com transtornos neuropsiquiátricos sofrem com a exclusão social.Nesse contexto,deve-se analisar os pilares que contribui para a perpetuação dessa problemática no âmbito social,a falta de qualificação dos profissionais da educação e o preconceito histórico cultura.
Em primeira análise,a falta de informação acerca do autismo nas escolas é um dos entraves para educação e socialização.Para o filósofo Kant,o ser humano é tudo aquilo que a educação faz dele.Logo,percebe-se a importância da educação como ferramenta de inclusão social.No entanto,o Brasil caminha no sentindo contrário ao pensamento Kantiano,uma vez que também contrapõe a Constituição Federal,por dificultar o acesso a educação necessária a essa parcela social,através da inadequação das escolas públicas,cujas estruturas não englobam crianças e adolescentes autistas.Não é à toa,então,que,segundo o jornal O Globo,metade das crianças autistas no Rio está fora das escolas por falta uma infraestrutura e profissionais qualificados necessário para acolher alunos especiais.Consequentemente,torna-se inadmissível que necessidades especiais não faça parte das prioridades de um Estado Democrático de Direito, contrapondo-se sobretudo a sua própria Constituição.
Ademais,é clarividente que as raízes da cultura brasileira esteja entre as causas do preconceito.Sob tal ótica,durante a idade média os indivíduos tinha o costume de sacrificar crianças deficientes ou que apresentassem algum retardamento mental,e os adultos que adquiria alguma incapacitação eram excluídos da sociedade.Nesse sentido ao longo do tempo foi disseminado o pensamento preconceituoso sobre aqueles que possui algum transtorno mental,ratificando a teoria “habitus” do sociólogo Pierre Bourdieu,que consiste que sociedade incorpora os padrões impostos sobre ela e reproduz ao longo das gerações.Como consequência,é um desafio inserir estes indivíduos no âmbito social,uma vez que a falta de informação leva ao preconceito e à discriminação.
Por tudo isso,em um primeiro momento os desafios para incluir as pessoas com autismo na sociedade são notórios e é preciso que o Estado,por meio do Ministério da Educação proporcione mecanismos de qualificação dos profissionais de educação,com treinamentos,palestras e orientações sobre como proceder com alunos com esse transtorno,para que,assim,eles possam se desenvolver e viver em sociedade.Em um segundo momento,o Ministério da Educação deve promover campanhas para informar melhor população sobre essa tão desconhecido doença e deve também aliar-se à instituição familiar,para que sejam trabalhados valores como respeito e tolerância a fim de minimizar o preconceito existente e incluir-los no âmbito social.