Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/09/2018
Lançada no ano de 2017, a série americana “The good doctor”, exprime o cotidiano de um talentoso médico autista e as adversidade que ele enfrenta em sua inserção no hospital. Fora das telas, pessoas que detêm o distúrbio no Brasil assim como o personagem sofrem para se integrar à vida comunitária seja pela negligência governamental, seja pela insciência dos brasileiros sobre o diagnóstico.
Mormente, ao avaliar a inclusão autista por um prisma estritamente histórico, notabiliza-se que o Brasil foi o primeiro país da América Latina a criar escolas para deficientes físicos, ocorrido no reinado de Dom Pedro II. Todavia, entende-se que a deficiência mental possui maior tabu na sociedade,visto o escasso debate existente no país. Logo, consequentemente, a estagnação do Estado sobre a condição é visível ao se reparar por exemplo o âmbito estudantil inapto para aceitar jovens autistas mediante profissionais incapacitados para liderá-los.
Outrossim, a ignorância da população sobre o distúrbio é também um fomentador do impasse. O renomado geógrafo Milton Santos pontuava que uma sociedade alienada é aquela que só enxerga o que separa, mas nunca o que une seus membros. Sob essa perspectiva, é factível dizer que a conscientização e apoio do povo torna-se necessária, pois a socialização do autista é imprescindível para, sobretudo, evitar seu isolamento e exercitar sua habilidade social.
Por conseguinte, infere-se que os desafios da inclusão autista é produto da desinformação do povo e inação do Estado. Diante disso, o Governo Federal deve tornar o âmbito escolar viável a integração autista por meio da contratação de professores e psicopedagogos que consigam atender às necessidades dos deficitários. E ainda por intermédio dos meios midiáticos como programas de TV e internet divulgar o distúrbio, a fim de instigar a solidariedade e mostrar que uma limitação não impede ninguém de ter uma vida normal e se realizar como exibe a série.