Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/09/2018

A frase atribuída a Montesquieu, “A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”, ilustra bem a situação do cidadão com autismo no Brasil. Inegavelmente, o autista, em sua dificuldade em se expressar devido à sindrome, lida com dificuldades de inclusão. E os principais motivossão ignorância e a negligência quanto a questão da parte de significativa parcela da população.

Precipuamente, a neurociência já demonstra que o autismo afeta a capacidade de indivíduos (em maioria do sexo masculino) se comunicarem e desenvolverem intuição social. Assim, em ambiente escolar, profissional ou de livre interação, é possível haver isolamento da pessoa caso seus companheiros não sejam empáticos. Bem como estabelecido por Montesquieu, a forma que o autista for tratado pela sociedade poderá ser comparada ao tratamento a qualquer grupo desfavorecido.

Certamente, o fato de o Brasil ser referência em políticas de inclusão ao deficiente justifica e muito manter-se aprimorando nesse ponto. Ademais, o artigo 2º da lei nº. 12.764 garante atenção integral e intersetorial a quem tiver a síndrome. Logo, a inserção precisa atingir meios como a escola, o mundo do trabalho e o lazer.

Desse modo, pode-se incluir mais o autista à sociedade se o Ministério dos Direitos Humanos criar uma “Secretaria de Inclusão do Autista”, com finalidade de promover em espaços públicos como escolas e órgãos do governo atenção ao grupo. Por certo, a maior parte da verba destinada ao órgão deve ser direcionada à área educacional, reforçando a ideia de Immanuel Kant, que afirmou que “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Além disso, o governo brasileiro precisa dar significativa isenção fiscal a empresas com mais de 5% de pessoas diagnosticadas com autismo entre seus contratados. Dessa forma, será dado um passo para que a população como um todo se mova em prol da causa.