Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/09/2018
Segundo Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Frusta constatar, porém, que na sociedade brasileira a discriminação com os autistas ainda é muito presente, pois, esses deficientes enfrentam diversas dificuldades até mesmo na inclusão educacional. Diante disso, deve-se analisar o preconceito da sociedade e a carência de profissionais qualificados.
É notório que, a população têm uma discriminação com as pessoas que apresentam transtorno do espectro autista. Isso acontece porque, grande parte dos cidadãos não possuem informações sobre esse problema e assim pressupõem que seja uma grande anomalia. Prova disso é que, segundo o ator Paulo Autran, “Todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra preconceitos é válida”. Dessa forma, a falta de conhecimento sobre essa deficiência prejudica inclusão social e até diagnóstico da doença.
Outrossim, a falta de profissionais qualificados nas escolas e postos médicos prejudica na integração social e no tratamento do transtorno. Isso porque, os médicos não têm uma base de conhecimento necessária para tratar e diagnosticar essa deficiência, já nas escolas os alunos com essa adversidade enfrentam problemas com os educadores, pois, eles não tiveram treinamentos nas graduações de como tratarem pessoas com transtornos. Em virtude disso, o filósofo Aristóteles pensava que, “Os desiguais devem ser tratados na medida da sua desigualdade”. Com isso, é necessário mudar esse panorama para que os educadores e médicos não sejam fatores limitantes no potencial dos deficientes.
Evidencia-se, portanto, que apesar da dificuldade de acabar com um preconceito não é um tarefa impossível, dado que, já foi possível desintegrar um átomo. Em razão disso, Ministério da Saúde junto a ONGs devem criar e disseminar propagandas nas mídias sociais e na televisão sobre diagnóstico e tratamento do autismo, com o intuito de desmistificar esse problema e ajudar no descobrimento de pessoas com esse transtorno. Ademais, o Ministério da Educação deve incluir uma matéria na graduação de professores e pediatras sobre o ensino e diagnóstico dessa adversidade, assim , através disso os professores teriam capacidade de ensinar e os pediatras estariam mais preparados para diagnosticar os casos de autismo e também em auxiliar os pais e até os educadores sobre o ensino do jovem. Desta forma, esse preconceito será gradativamente reduzido e os educadores e profissionais da saúde deixarão de ser fatores limitantes para serem impulsionadores das pessoas com transtorno do espectro autista.