Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 29/08/2018
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Entretanto, no que tange as pessoas com autismo no Brasil, percebe-se que estas representam um grupo altamente desfavorecido, uma vez que o país enfrenta desafios para sua inclusão. Dessa forma, para solucionar esse problema, é preciso conhecer essa deficiência e procurar as causas de sua segregação.
Primeiramente, é necessário entender que o Transtorno do Espectro Autista, nome técnico do autismo, é uma deficiência que compromete a capacidade de comunicação e interação social do afetado. Porém, mesmo com essa doença o individuo felizmente com acompanhamento pode ter uma vida normal, pode estudar, trabalhar e até relacionar com outras pessoas, um exemplo de autista que supera essas dificuldades é o jogador de futebol Lionel Messi que trabalha, é casado e possui filhos. Dessa forma, fica evidente que com assistência e educação os autistas podem ter relacionamentos e executar seu papel na sociedade como todos os outros.
Por outro lado, um dos empecilhos para a inclusão dos autistas é a dificuldade e demora do diagnósticos e consequente atraso do tratamento. Então, quando a deficiência é descoberta quando criança o tratamento torna-se mais eficiente, pois as crianças são mais suscetíveis à Terapia Comportamental, que é o método usado atualmente para diminuir seus prejuízos. Além disso, outro obstaculo é a negligência do Estado, a qual não disponibiliza professores especiais e individuais para os alunos especiais da rede publica de ensino. Em vista disso, é inaceitável que os afetados não sejam diagnosticados de forma precoce, e que existam pessoas que sejam excluídas pelo estado de seu direito de educação.
Entende-se, portanto, que é possível conviver com o autismo e até supera-lo, e que a continuidade de sua exclusão é fruto, principalmente, do tratamento tardio e da própria restrição por parte do Estado. A fim de atenuar essa adversidade, o Governo Federal, mediante o Ministérios da Saúde deve implementar o exame de autismo em toda as crianças de 1 ano e meio até 3 anos, por meio de consultas realizadas por pediatras na rede básica de saúde, buscando a constatação precoce do transtorno, para que seja possível um melhor tratamento e melhora da inclusão desses indivíduos. Além disso, é preciso que o Ministério da Educação providencie acompanhamento para os estudantes especiais, por meio da contratação de professores, com o intuito de iniciar a integração desses cidadãos na escola. Só dessa forma, todas pessoas poderão ter a mesma importância e o pensamento de São Tomás de Aquino poderá se concretizar.