Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/09/2018
Na série ‘‘The Good Doctor’’, um jovem é recrutado para trabalhar na ala cirúrgica de um hospital de prestígio. Apesar do seu incrível conhecimento na área médica, por possuir savantismo, esse médico não consegue se relacionar com o mundo à sua volta, devido ao autismo. No Brasil, estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas são autistas, assim trazendo grandes desafios, principalmente, para fazer com que as pessoas interajam com esses indivíduos sem distinção e preconceito.
Por conseguinte, outros médicos faziam bullying com o autista super dotado, por ele não conseguir ter uma interação emocional com os pacientes na hora de informar o diagnóstico, desse modo, seus colegas de trabalho se aproveitavam do seu alto potencial em cada caso clínico, por causa da síndrome do sábio, encontrada em mais ou menos uma em cada 10 pessoas com autismo e usavam a seu favor, com o propósito de ficar com o prestígio.
Salienta-se ainda que, as crianças com esse transtorno não tem acompanhamento correto na sua rotina, como ocupar e fazer uso dos espaços públicos, aceitação em todas os colégios, assim como todos os cidadãos, ainda mais, porque essa deficiência não tem cura. O processo de desenvolvimento desse indivíduo será alavancado todas as vezes que ele estiver em situações legítimas de convívio.
É evidente, portanto, que há entraves para que os deficientes autistas tenha pleno acesso à educação. Dessa maneira, é preciso que o Ministério da Educação promova melhorias no sistema público de ensino do país, por meio de sua adaptação às necessidades do autismo, como a aproximação da criança, com objetos e maneiras que o déficit se mostra interessado para que esse grupo tenha seus direitos respeitados. É imprescindível, também, que as escolas garantam a inclusão desses indivíduos, por intermédio de atividades lúdicas, com a participação de familiares, a fim de que os necessitados tenham sua dignidade humana preservada.