Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 25/08/2018
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), saúde não é só ausência de doença, mas o completo bem-estar social, moral e mental do indivíduo. Entretanto, há doenças pouco difundidas socialmente como o autismo, o que proporciona dificuldades para lidar com os portadores e como inseri-los no meio social.
O autismo costuma ser identificado na infância, mas segundo o site “Saúde”, da editora Abril, a condição não se manifesta por meio de características físicas mas sim comportamentais, o que pode dificultar, por falta de instrução e conhecimento, a melhor forma de proceder. Logo, o obstáculo tende a estender-se até a vida adulta, prejudicando a interação dos não portadores de autismo com os que possui.
Ademais, o sistema educacional do Brasil, em sua grande maioria, não possui um corpo docente preparado para atende-los, o que torna-se preocupante, porque segundo pesquisas, feitas pela USP(Universidade de São Paulo), estima-se que há cerca de dois milhões de autistas no país, portanto, infere-se que a falta de preparo no ensino é um dos agravamentos que os impede de expandir relacionamentos com os demais.
Desse modo, é perceptível que faz-se necessário a mobilização do Ministério da Saúde em parceria com as mídias como televisão, rádio e internet, para divulgar de forma assídua os sintomas e como proceder caso necessário, e assim conscientizar a população. Outrossim, é preciso que o Ministério da Educação insira cursos de capacitação para os atuantes do sistema de ensino a fim de ministrar a melhor forma de lecionar e interagir com os portadores e, consequentemente, melhorar a interação dos demais alunos com os autistas. Dessa forma será possível um país instruído e igualitário ainda que haja diferenças.