Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 26/08/2018

Consoante à segunda lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu estado inicial até que uma força contrária ao mesmo seja aplicada. De mesmo modo, a não inclusão dos autistas nos setores da sociedade é uma vicissitude que precisa ser refreada. No entanto, o baixo número de associações para os mesmos e a falta de conhecimento sobre a doença são fatores determinantes para a discriminação sofrida pelos que tem autismo. Diante disso, fica evidente que a exclusão dos que possuem esse transtorno é uma problemática a ser enfrentada de maneira mais organizada pelo Brasil.

Dessa forma, cabe salientar que segundo Immanuel Kant, a educação é o elemento principal na formação do ser humano. Contudo, o Instituto Inclusão Brasil listou apenas 48 casas educacionais especializadas no atendimento ao autista. Isto posto, fica nítido que os quase 2 milhões de brasileiros com autismo não tem o amparo necessário para serem adultos formados.

Outrossim, é indubitável que o pouco conhecido sobre a síndrome é devido ao seu tardio reconhecimento, apenas em 1993 a ONU declarou o autismo como doença. Com isso, até os dias de hoje o diagnóstico do transtorno do espectro autista é impreciso, trazendo diversos problemas para os que sofrem com essa síndrome.

Portanto, o governo federal deve abrir associações especializadas no atendimento ao autista, com pediatras, pedagogos e professores capazes de educar, ensinar e formar os mesmos. Espera-se, então, que os portadores de autismo passem a ser mais atuantes na sociedade, refreando de uma vez por todas esse problema.