Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 24/08/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela ONU – assegura a todos os indivíduos o direito ao desenvolvimento pessoal e social, e à livre participação em comunidade. Entretanto, a exclusão social vivenciada pelos autistas impede que essa parcela da população usufrua desses direitos internacionais na prática. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover medidas para a alteração dessa realidade.
A priore, é necessário pontuar os diferentes motivos que tornam-se obstáculos na inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Um deles, é a falta de informação por grande parcela da população na identificação desse transtorno. Dessa forma, é recorrente casos de crianças autistas que iniciaram seu processo de desenvolvimento de forma tardia, visto que, não tiveram em seu meio, seja familiar ou escolar, pessoas que entendessem suas diferentes formas de aprendizado. Ademais, deve-se mencionar a existência de um mercado de trabalho altamente competitivo e criterioso. Logo, pessoas com autismo que não atendem as exigências de habilidades das empresas, principalmente mecânicas e de dinâmica social, são excluídas do cenário profissional.
Com isso, diferentes efeitos negativos são percebidos. Pode-se citar a incapacidade do indivíduo que enfrenta tais obstáculos ao alcance total de suas potencialidades e autonomia bem como financeira, podendo em alguns casos, resultar em um quadro de estresse emocional para o deficiente. Deve-se salientar ainda que a exclusão dos autistas no mercado de trabalho gera prejuízos inclusive a economia nacional, visto que, possuem participação na PEA e representam capacidade produtiva para o país.
Infere-se portanto a necessidade de politicas publicas para mitigar os desafios na integração social de pessoas com autismo. Portanto o Governo Federal, através do Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde, deve implementar um programa no qual profissionais capacitados no assunto, como psiquiatras infantis , visitem escolas fazendo testes de identificação nos alunos e dando palestra aos educadores instruindo acerca do autismo, para que eles possam reabilitar atrasos de desenvolvimento nas crianças identificadas. Outrossim, a inserção de psicólogos com especialização no assunto em cada instituição de ensino, para um acompanhamento individual dos alunos com autismo explorando uma melhor progressão deles.