Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 21/08/2018

A inclusão de autistas na sociedade brasileira tem acarretado diversas discussões atualmente. Isso acontece porque existem desafios para que possam o conseguir satisfatoriamente. Um deles é o preconceito sofrido por essas pessoas,que acabam sendo discriminadas socialmente. Ademais,é pertinente acrescentar a falta de especialização profissional voltada para o público em questão.

Em primeiro lugar, é pertinente explorar o preconceito contra autistas. A maioria da sociedade não possui contato suficiente com portadores da síndrome, o que acarreta impaciência, já que estes não possuem a mesma capacidade intelectual e motora que aqueles, discriminação, pois alguns não querem ser vistos em público com autistas, sem contar com piadas preconceituosas que são levantadas contra eles. Tal preconceito é fomentado pela falta de conhecimento sobre a característica discutida, porque muitos, por bastante tempo, nem sabiam do que ela se tratava. Ora, foi apenas em 1993 que o autismo foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde ( OMS), o que é reflexo da baixa quantidade de informações adquiridas sobre a problemática.

Em segundo lugar, outra questão notória é a falta de adaptação nas diversas esferas sociais brasileiras, sejam trabalhistas, políticas ou acadêmicas. Não há especialização obrigatória para professores ensinarem autistas; não existem medidas políticas satisfatórias para os incluir em parlamentos, prefeituras e outras áreas políticas. Da mesma forma, mesmo havendo uma alta taxa de diagnósticos da síndrome, essas pessoas são minoria no mercado de trabalho justamente por baixa capacitação direcionada dos envolvidos no meio de produção. Um distúrbio genético, portanto, não pode se adaptar à realidade social, mas ela pode se adaptar a ele, de modo que haja inclusão através do respeito.

Então, com base na discussão, pode-se afirmar que devem ser tomadas medidas inclusivas  para os autistas no Brasil. Cabe ao governo investir na especialização profissional nos setores político, econômico e escolar a partir de cursos preparatórios e estágios direcionados ao público. Soma-se a isso a ação de ONGs e políticas púbicas, incentivando melhoras no diagnóstico da síndrome e a conscientização social através de cartazes com informações sobre seus sintomas e tratamentos, por exemplo. Dessa forma, as pessoas terão mais respeito, os diagnósticos serão mais eficientes, e os autistas, mais incluídos socialmente.