Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 20/08/2018
Autismo, de forma geral, é um transtorno de desenvolvimento grave que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir, tem alcances e graus variados. Além disso, é uma questão de saúde nova no Brasil e que precisa ser analisada com mais atenção, haja vista que os portadores, principalmente as crianças, estão tendo grandes dificuldades para se incluíres e participares da sociedade normalmente. Nesse cenário, então, fazem-se necessárias melhores discussões para solucionar a problemática.
No início do século XX o termo autismo apareceu pela primeira vez, mas somente na década de 40 o transtorno recebeu mais atenção e, provavelmente, devido a essa demora no conhecimento e nos estudos, que as dificuldades só aumentam. Atualmente ele está muito frequente e já atinge cerca de 70 milhões de pessoas pelo mudo como consta nos dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Ademais, primeiramente, autismo não é uma doença e nem síndrome já que não é conhecido o gene causador, mas se trata de um transtorno ou distúrbio do biodesenvolvimento da pessoa e que geralmente é detectado através da observação.
Incisa nessa lógica, o autismo não é fácil de ser detectado devido aos seus vários alcances e graus, da mesma forma que alguns não falam e nem se comunicam, outros são falantes e extremamente inteligentes como cita o doutor Estevão Vadasz professor do instituto de pesquisa da USP. Em meio a toda essa gama de abrangência do autismo, esses portadores ainda têm que enfrentar o preconceito, a discriminação, a falta de auxilio nas escolas e outros meios públicos e a falta de profissionais qualificados, principalmente na área da educação e médica. Ademais, a partir da identificação se começam os tratamentos que, atualmente, o único baseado em evidencias científicas é o Tratamento Comportamental (TC). Além disso, em 2008 a ONU instituiu o dia 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e em 2012 a Lei nº 12764 foi criada para proteção dos direitos das pessoas com autismo.
Em suma, apesar das leis, entrar na escola não garante a inclusão à criança, por exemplo. É preciso garantir a aprendizagem e a qualidade de ensino a essa. Logo, as esferas governamentais necessitam investir no cenário educacional brasileiro, dando desde a formação dos professores estudos especializados sobre o autismo. Para os adultos ou aquelas famílias que buscam tratamentos, a falta de profissionais na área médica geram dificuldades e por isso o governo precisa implantar núcleos preparados nos hospitais e postos de saúde para atender esses pacientes. Ainda, a mídia precisa transmitir campanhas de conscientização e as famílias desde cedo devem ficar atentas com as crianças para poderem estudar sobre como lidar com o transtorno, procurar especialistas e aceitar a situação.